Pão de Milho tradicional

Essa receita estava soterrada em meus rascunhos desde 2016. De lá para cá, ficou realmente esquecida. Com a quarentena descobri algumas coisas guardadas que nunca mexi, essa foi uma delas.

Compartilho com vocês pois lembro muito bem que foi uma receita nota 10.

Quando vejo alguém vendendo ou fazendo uma receita intitulada “Pão de Milho”, eu sempre procuro entrar e vê o que tem realmente nesse pão.  Geralmente em seus ingredientes encontramos o fubá, mas raramente milho in natura.

O que me leva a refletir sobre a ideia de que pão de milho, que não leva milho na verdade é pão de fubá! Tirando a etimologia que originou o nome “pão de milho” que está inserido em um contexto histórico na gastronomia brasileira e não tenho intenção alguma de criticar o uso da preparação e de seu nome.

Apenas insiro uma “alfinetada”: porque, nossos pães de milho jamais (ou quase nunca levam milho in natura?

Acredito que um dos principais motivos é que a farinha de milho é amplamente utilizada na gastronomia brasileira e como produto industrializado ela é infinitamente mais fácil de se trabalhar do que o milho in natura. Nesse momento não quero entrar no fato que as indústrias produtoras de fubá são incrivelmente maiores e possuem um poder de marketing infinitamente maior do que os pequenos produtores de milho.

Essa receita de pão de milho foi transcrita de um livro de pães tradicionais franceses e confesso que ficou muito boa.

Vamos a receita:

  • 700g de farinha de trigo
  • 300g de fubá
  • 40g de azeite
  • 40g de açúcar demerara
  • 10g de fermento biológico seco
  • 2 latas de milho verde ou 4 espigas de milho
  • 450ml de água morna
  • 1 colher de chá de sal

MODO DE PREPARO:

  1. Colocar na batedeira os seguintes ingredientes: a farinha de trigo, o fubá, o açúcar, o sal, o fermento e o azeite. Colocar para bater por 1 minutos aproximadamente, afim de todos os ingredientes secos sejam misturados.
  2. Colocar na velocidade moderada, depois adicionar as duas latas de milho (sem a água da conserva) deixar misturar por mais um minuto e ir adicionando a água aos poucos até que forme uma massa homogênea. Deixar bater por aproximadamente 5 minutos em uma velocidade média. Caso a massa fique um pouco seca, adicione aos poucos um pouco de água. Normalmente 20 a 50 ml já resolvem para deixar a massa hidratada. A massa deverá ficar ligeiramente pegajosa, porém não pode grudar nas mãos.
  3. Depois de bater a massa na batedeira, coloque em uma tigela grande e deixe descansando por 30 minutos. Após seu descanso, a massa já estará pronta para se trabalhada.
  4. Pegar uma quantidade de massa necessária para fazer o molde desejado.
  5. Caso deseje um do tamanho de um pão de hambúrguer, a massa deverá ter aproximadamente 65g.
  6. para formatos estilo pão de forma serão necessários 450g para cada forma.
  7. Fazer os formatos desejáveis e deixar descansando de 3 a 6 horas dependendo da temperatura local de onde os pães estarão descansando.

OBS.: para aqueles que não possuem batedeira, basta seguir os mesmos passos da receita, utilizando uma grande bacia ou um bow para misturar os ingredientes.

Pãozinho de polvilho

Sim, pães de polvilho. Isso porque, qualquer receita de pão de queijo que não leva queijo em minha humilde opinião é um pão de polvilho.

Tecnicamente: pão de queijo, biscoito polvilho e pão de polvilho possuem basicamente a mesma receita com suas pequenas variações especificas.

Infelizmente essa receita, não é apreciada por muitos. Acredito que seja porque as pessoas exijam dela que essa receita seja parecida com seu irmão “rico” o pão de queijo. Felizmente não é! Acredito que ela tenha seu lado especial no cantinho dos sabores.

Essa receita, é variação de uma receita tradicional de pão de queijo escaldado que já faço há anos e sempre uso ela nunca deu errado. Ela pode ser feita na mão sem o auxílio de batedeira, mas confesso que o uso desse instrumento facilita muito a nossa vida.

Fluffy

Segue a receita:

INGREDIENTES

  1. Polvilho azedo 500g
  2. 200ml de água
  3. 200g de Manteiga
  4. 200g
  5. Ovos 3 ou 4 unidades (especialmente porque os ovos encolhem a cada ano que passa)
  6. Sal 10g
  7. 1 colher de chá de fermento biológico

ATENÇÃO: aproximadamente 50g de farinha para dar ponto à massa

Veja que não me preocupo em fazer bolas perfeitas. Gosto assim.

MODO DE PREPARO

  1. Em uma panela adicionar a manteiga o leite e a água, colocar em fogo alto e deixar ferver;
  2. Em um bowl de aço inox (ou qualquer bacia alta que tenha em casa), misturar o polvilho azedo com o sal;
  3. Misturar bem os ovos com o polvilho
  4. Despejar sobre o polvilho o líquido fervendo e ficar mexendo até que tudo fique bem homogêneo (dê preferência para o uso com batedeira, pois, facilita o trabalho). Quando em batedeira, colocar o polvilho para bater na batedeira em velocidade 1 e ir despejando aos poucos o líquido fervente (tome muito cuidado para não respingar o líquido quente)
  5. Quando a massa estiver homogênea, acrescentar aos poucos a farinha de trigo. O ponto será o suficiente para que você consiga a massa com a colher, colocar na forma e ela continuar com o mesmo formato.
  6. Pegar uma quantidade suficiente com uma colher de sopa e ir colocando na assadeira as pequenas bolas. Não se preocupe em deixar redondo pois ao assar eles irão tomar forma. Modelar no tamanho que for mais adequado
  7. Assar por 30 minutos em forno a 200ºC

É isso, sejam felizes e saibamos experimentar essa receita sem a crítica de seu irmão mais famoso o pão de queijo.

Acredito que ambas as receitas tenham espaço na nossa mesa. Principalmente quando nós queremos comer um pão de queijo e não temos queijo na geladeira.

Fazendo sorvete de Maracujá

Post rápido pois o dia é longo.

Postei um vídeo no instagram fazendo sorvete de maracujá e muitos dos meus seguidores me pediram no privado para eu explicar como eu fazia.
Gente fazer sorvete não tem mistério. O mistério está em deixá-lo não derreter por muito tempo sem colocar muita porcaria dentro.

Resultado de imagem para maracujá

Quanto mais cremoso melhor?

Sim né! Todos nós gostamos de sorvetes bem cremosos. O problema, é que quanto mais cremosos o sorvete é, mais gordura ou liga eu preciso colocar para deixá-lo assim.

Sorvetes caseiros feitos somente a base de fruta, tentem a ter um sabor diferente dos pexels-photo-208147.jpegindustrializados e são menos cremosos.

Isso se dá a diversas maneiras, a principal delas é inserindo gordura trans ou saturada na preparação, porém não me atenderei muito explicando isso. Pois,  o post vai ficar muito longo.

Pois então, como faço sorvetes?

A premissa básica para fazer um sorvete é: partículas minúsculas de gelo.

Porém fazer um sorvete caseiro do zero sem uma máquina de sorvete é muito, mas muito demorado. Especialmente se você está fazendo um sorvete que não leve em sua base polpa de fruta.

Para facilitar o processo, eu uso uma sorveteira simples e básica como essa aqui:

Foto 1 - Máquina Para Sorvete Branca Cuisinart -220v Ice-21

Essas sorveteiras consistem em um bowl de aço com líquido super-gelado dentro e uma pá giratória. Você coloca o líquido dentro, liga a máquina e o recipiente começa a girar junto com a pá. À medida que o recipiente vai girando em contato com o líquido dentro, o líquido congela e a pá vai arrastando a parte congelada para dentro da massa. Formando micro-cristais de gelo.

Depois de um tempo na máquina o suco, transforma-se aos poucos em sorvete e está pronto para saborear!

Só isso?

Mais ou menos. O grande problema é que quando mais líquida e menos gordurosa for a base, mais difícil é de fazer o sorvete ficar: cremoso, consistente e derreter muito rapidamente

Então como faço um sorvete gostoso que não derreta e tenha cremosidade sem entupir minha receita de gordura?

Basta adicionar liga. No meu caso, eu prefiro usar uma liga de amido de milho. É barata, fácil de fazer, prática e não deixa gosto residual.

Então segue a receita da liga básica:

  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • 100ml da receita base do sorvete que você for preparar. Ex.: base do sorvete de morango, base do sorvete de maracujá, base do sorvete de chocolate, etc.

Em uma panela, misture a base do sorvete com o amido de milho. Misture bem até ficar sem grumos. Leve a mistura ao fogo baixo e deixe lá até levantar fervura.

Acrescente essa liga básica para bater no liquidificador junto com a base do sorvete

Afinal, que raio de base é essa?

Vou me atentar à falar da base de maracujá, na qual eu fiz o sorvete.

  • 2 maracujás
  • 800 a 1000ml de leite ou água caso não deseje fazer a receita com leite
  • 6 a 8 colheres de açúcar

Bata, tudo no liquidificador. Separe 100ml desta base para fazer a liga básica.

Depois da liga básica pronta, retorne novamente ao liquidificador para bater tudo e ficar homogêneo.

Levar à sorveteria e aguardar virar sorvete.

IMG_20180122_221142.jpg

É isso!!!

Acharam difícil?

Existem mil maneiras de fazer sorvetes e, essa é apenas uma delas. O importante é o sorvete pronto no final das contas. Postei essa, porque eu acho prática rápida e fácil de se fazer.

Postem aqui suas sugestões de como vocês fazem os sorvetes de vocês.

 

A apropriação de nosso paladar pela indústria

 

As grandes empresas em geral, por meio de diversas ferramentas gerenciais, sobretudo as de marketing e engenharia de produção, coloca-se no mercado como competente especialista na produção de determinado bem para fins específicos e, então, procura levar cada vez mais clientes a comprarem seus produtos.

À medida que a empresa ganha espaço no mercado, novas possibilidades devem ser criadas a fim de possuir sempre fluxos contínuos no aumento das vendas e, portanto, garantir a obtenção de maiores lucros. Ou seja, possui sempre como meta: “fazer novos clientes e influenciar consumidores”.

Resultado de imagem para marketing em alimentos

A indústria de alimentos, em particular, observando sempre a presente fragilidade dos Resultado de imagem para marketing em alimentosconsumidores, criou o mote do “Eu mereço!”, onde procura incutir no consumidor a ideia de que ele se acha, por direito e mérito, merecedor das facilidades oferecidas por produtos altamente industrializados, com a seguinte propositiva: ao consumir esse produto, estarei ganhando algum benefício.

Confira o artigo na integra:

A APROPRIAÇÃO DE NOSSO PALADAR PELA INDUSTRIA

Rio terá Comissão de Gastronomia

Resultado de imagem para rio de janeiro

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), por meio da  Superintendência de Economia Criativa e da Incubadora Rio Criativo está com edital aberto para a instituição da primeira Comissão de Gastronomia do Estado do Rio de Janeiro. Até o dia 19 de julho serão aceitas inscrições para candidatos e eleitores para o processo de eleição online. Serão eleitos 20 representantes da sociedade civil que atuam no campo da alimentação e cultura. O público poderá participar como eleitor, apoiando a candidatura de 10 diferentes segmentos, entre os quais, entidades que atuam com o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA); movimento da sociedade civil que atue com Gastronomia, Comunidade Tradicional e organização do movimento de mulheres.

Para se candidatar a uma das representações, basta informar os dados do titular e suplente, anexar uma foto de cada membro, uma breve justificativa. Já os eleitores, basta informar os dados pessoais.

 Para apoiar nossa candidatura e as demais representações, ou se inscrever como candidato, acesse https://tinyurl.com/y9gzyc25 

A publicação dos eleitores e candidatos habilitados sairá no dia 25 de julho. De 07 a 11 de agosto será o período de votação pelo site da SEC. O resultado será divulgado no dia 15 de agosto. A comissão também será composta por sete representantes do poder legislativo, uma representação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado (Consea) e uma da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A instituição da Comissão de Gastronomia é uma das diretrizes do Marco Referencial da Gastronomia como Cultura do Estado do Rio de Janeiro (Lei 7180/2015). A lei tem como Resultado de imagem para comissão de gastronomiaobjetivo abordar a gastronomia como uma política cultural ao dar visibilidade e fortalecer as culturas alimentares regionais, as atividades produtivas, comerciais, educacionais e  artísticas, ligadas pela relação com a comida, a sociedade e o território.

A comissão terá a incumbência de acompanhar as diretrizes da lei, conferir o selo Gastronomia é Cultura e fomentar a Semana da Gastronomia do Estado do Rio, que ocorrerá na terceira semana de setembro.

As informações completas sobre o processo de eleição do edital serão divulgadas durante o lançamento e estarão disponíveis na página da Secretaria de Cultura.

Para conhecer o Marco Referencial da Gastronomia como Cultura, acesse: https://tinyurl.com/ybhly96u

Para saber mais informações sobre o edital, confira o guia com as perguntas mais frequentes: https://goo.gl/ZM31eZ 

O que é saudável?

Queridos leitores, resgato um texto relativamente antigo sobre um questionamento que me fizeram sobre o que é uma comida saudável. Do questionamento, surgiu um pequeno resumo. O tempo passou e acabei perdendo o texto e por acaso resgatei revirando antigos papéis. Estejam a vontade para: comentar, contextualizar e discutir pois tudo que foi escrito é abordado pela minha ótica do que é o alimento.


O que é saudável????

Acho que nem sei por onde começar a escrever. E na verdade se fosse escrever algo sobre o assunto, teria que no mínimo fazer um livro somente sobre o assunto; então, segue um pequeno resumo.

COMIDA, É COMIDA!!!
A Comida, não é saudável ou não saudável.

A comida, não possui rótulos.
O alimento, foi elaborado na natureza com um propósito maior: no qual pegamos e o transformamos em comida. Comida essa, que terá a função mór de nos prover energia.

Então entenda que: alimento e comida são concepções diferentes.

Resultado de imagem para comida x alimento

O alimento, é aquele gerado pela “mãe natureza” e que em suas condições normais qualquer ser vivo possa usar ele em sua forma básica para se alimentar. É livre de qualquer transformação.

A comida, ela é obtida por meio da transformação do alimento. Ela simplesmente é um veículo facilitador na alimentação.

E onde está o saudável???
Em LUGAR ALGUM, POIS SAUDÁVEL NÃO É UM PRATO!!
Saudável é um hábito ele não deve ser colocado em voga em um prato, pois você não pode colocar juízo de valores sobre seu prato…

O juízo de valor é colocado por nós quando vemos um prato. De antemão, dever-se-íamos considerar um CRIME chamar uma preparação X ou Y de saudável, porque a contextualização dela foi feito por NÓS e muito mais a nível sociológico do que necessariamente, ajuizar se as respectivas preparação são realmente saudáveis.

Dessa forma, ao considerarmos arroz integral como saudável, e prospectamos esse “lindo” conceito adiante. Antagonicamente, podemos dizer que o arroz braco não é saudável!

alimentacao

Afinal se você ajuizou que um é saudável, deve-se existir um antagônico para a sua teoria!

Então pega-se esse mesmo arroz branco que foi ajuizado como sendo não saudável e ofereça-o à um mendigo. Porém, antes de oferecê-lo rotule para esse indivíduo, sobre todas as questões que envolvem uma comida saudável que ele irá te responder com a seguinte forma: “moça eu tenho fome…”

Portanto a contextualização sobre ser ou não ser saudável é muito mais antropológico do que necessariamente uma ajuizamento de valores sobre um determinado produto. Seja esse ajuizamento de caráter individual ou coletivo.

Resultado de imagem para juízo de valor

Resultado de imagem para juízo de valor

Então, eu não posso ajuizar um valor à uma preparação sem antes colocar em um contexto histórico-sócio-cultural. Caso contrário estarei sendo altamente PRÉ-CONCEITUOSO com o alimento que não tem nada haver com essa história.

Afinal o Arroz branco não brotou do nada. Ele foi plantado de forma integral e depois “beneficiado” pelo HOMEM. E que depois de ser colocado um monte de quinoa, chia ou qualquer outro ingrediente da moda, será vendido pelo alcunha de saudável.

Refutar a técnica para explicar o saudável o maior erro de história pois infelizmente caio no erro do paradoxo que irei explicar logo abaixo.
Falar que os meus legumes feitos no vapor são saudáveis, porque foram feitos a partir dessa técnica. É rejeitar a ideia que o mesmo arroz branco condenado e ojerizado como não saudável, POSSA SER FEITO NO VAPOR.
ENTÃO ORA, COMO EU POSSO ALEGAR QUE LEGUMES FEITOS NO VAPOR SÃO SAUDÁVEIS E UM ARROZ BRANCO FEITO PELA MESMA TÉCNICA NÃO?

Há de se contextualizar que o arroz integral (saudável) possui mais nutrientes que o arroz branco (não saudável), porém o paradoxo me permite fazer um arroz com legumes no VAPOR, possuindo tantos valores nutritivos quanto o arroz integral (ou até mais se formos calcular). Ou seja, agora o arroz branco não saudável, torna-se saudável?

Resultado de imagem para arroz integral x arroz branco
Outros exemplos poder ser feitos que se contextualizados, entrarão na lei dos paradoxos, na qual não se consegue explicar uma coisa por outra.

Então o que é o saudável??? O saudável É NECESSARIAMENTE UM HÁBITO QUE NÃO É SOMENTE ALIMENTAR, MAS SIM UM HÁBITO DE VIDA!!!

Chamar um prato de saudável é fazer dessa toda alienação, uma grande jogada de marketing…

Ao exemplo acima do arroz integral, escolha ele não porque ele é mais saudável mas sim por que ao consumi-lo você engloba diversos aspectos dentre eles:

  • produzem menos lixo, pois suas cascas não são descartadas no meio ambiente;
  • gastam menos energia para serem beneficiados, pois não necessitam de tanto beneficiamento;
  • são ingeridos na sua forma integral que foram produzidos tornando-os mais íntegros;
  • por serem integrais seu sabor é incrivelmente diferente dos beneficiados tornando-os diferenciados.

Resultado de imagem para SAUDÁVEL

Porém, independente se você consome ou não arroz integral e, independente do motivo. Procure: não rotular as coisas, preocupe-se com o lixo que você produz e os lixos que você consome (lembre-se que uma embalagem de arroz seja ele integral ou branco será lixo da mesma forma); mova-se mais e quando possível, use menos energia elétrica e mais energia de nosso próprio corpo; use menos industrializados seja eles rotulados como saudável ou não e faça mais comida caseira; e sobretudo tenham hábitos saudáveis.

Rio elegerá primeira Comissão de Gastronomia do Estado

A imagem pode conter: texto

Iniciativa busca dar visibilidade à gastronomia como política cultural

No próximo dia 8 de junho, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC)  lançará um edital público para eleger a primeira Comissão de Gastronomia do Estado do Rio de Janeiro. O evento será realizado no auditório Barbosa Lima Sobrinho, na Facha, em Botafogo, a partir das 18h30. A iniciativa está ligada à Superintendência de Economia Criativa e da Incubadora Rio Criativo, junto a Comissão de Cultura da Alerj.

 

A instituição da Comissão é uma das diretrizes do Marco Referencial da Gastronomia como Cultura do Estado do Rio de Janeiro (Lei 7180/2015). A lei tem como objetivo abordar a gastronomia como uma política cultural ao dar visibilidade e

1200px-bandeira_do_estado_do_rio_de_janeiro-svg

fortalecer as culturas alimentares regionais, as atividades produtivas, comerciais, educacionais  artísticas ligadas pela relação com a comida, a sociedade e o território.

A comissão terá a incubência de acompanhar as diretrizes da lei, conferir o selo Gastronomia é Cultura e fomentar a Semana da Gastronomia do Estado do Rio, que ocorrerá na terceira semana de setembro. Para esta empreitada, serão eleitos, por meio de votação online, 20 representantes da sociedade civil que atuam, por exemplo, com Quilombolas, Mulheres, Direito Humano à Alimentação e Agricultura Familiar. A comissão também será composta por sete representantes do poder legislativo, uma representação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado (Consea) e uma da Comissão de Cultura da ALERJ. As inscrições terão início no dia 8 e encerrarão em 19 de julho.

Além da candidatura das representações de segmentos ligados à Alimentação e Cultura, o público poderá participar como eleitor para eleger os membros da comissão. O lançamento será feito pelo secretário de Cultura, André Lazaroni; o presidente da Comissão de Cultura da Alerj, Zaqueu Teixeira; e contará com representantes do Grupo de Trabalho Gastronomia como Cultura, responsável pela elaboração do Marco Referencial.

As informações completas sobre o processo de eleição do edital serão divulgadas durante o lançamento e estarão disponíveis na página da secretaria de cultura (http://www.cultura.rj.gov.br/home/).

Para conhecer o Marco Referencial da Gastronomia como Cultura, acesse: https://tinyurl.com/ybhly96u

Visite a página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1513533222040142/

Cronograma de lançamento do edital

Início do cadastro de eleitores e candidatos: 08/06/2017, às 10h;

Término do cadastro de eleitores e candidatos – 19/07/2017, às 18h;

Publicação dos Eleitores e Candidatos habilitados – 25/07/2017, às 10h;

Início da votação – 07/08/2017, às 10h;

Término da votação – 11/08/2017, às 18h;

Resultado da votação – 15/08/2017, às 11h

Lançamento do edital Comissão da Gastronomia do Estado do Rio de Janeiro
Data: 8 de junho
Local: Auditório Barbosa Lima Sobrinho – Facha

Endereço: Rua Muniz Barreto, 51, Botafogo
Horário: 18h30
Não é necessário fazer inscrição

Queijo frescal artesanal

Jpeg

Sempre que posso, tento fazer de minha alimentação a mais artesanal possível. Portanto tento fazer dela a menos industrializada possível, e isso inclui queijos.

Já compartilhei com vocês em outro post a receita de meu requeijão caseiro.  Agora compartilho outra receita que gosto muito e que faço sempre em casa. Fica mais barato que os queijos cotages tradicionais, a receita rende 500g de queijo tipo frescal e custa R$3,00. A textura é ligeiramente diferente, pois é um queijo artsanal sem prensagem, tornando-se mais úmida e mais cremosa que os industrializados e os artesanais tradicionais.

Para facilitar o processo é você necessitará de uma iogurteira elétrica. Ela Resultado de imagem para iogurteiramantem a temperatura de maneira controlada por várias horas e dessa forma isso será importante para fazer um queijo controlado e livre de microorganismos.

A iogurteira deverá ser daquelas de base única e que normalmente cabe 1L de leite como a da foto ao lado.

Um adendo importantíssimo: todos os utensílios, tigelas e quaisquer outros objetos utilizados na elaboração do queijo, deverão primeiro serem fervidos por 15 minutos. Depois de esterelizados, tomar cuidado para não encostarem esses objetos em nenhum lugar contaminante novamente. Utilize sempre luvas descartáveis nesse processo. Assim você garante um controle microbiológico mínimo.

Para o descanso da massa coalhada, você irá precisar de um pano fino virgem (ou seja, Imagem relacionadaque nunca tenha usado em nenhum tipo de situação), eu particularmente uso pano de fraldas, daquelas de tecido fino como a da foto ao lado. Não se esqueça de ferver o pano ante de usar para fazer o queijo. Quando terminar o queijo, basta lavar individualmente com detergente e armazená-lo em um local sem contaminantes. Particularmente, eu coloco o pano limpo dentro de um saco plastico e guardo no congelador. Assim evito que crescam fungos, bolores e bactérias indesejáveis no pano.

Vamos a receita.

  • 1L de leite UHT
  • 75ml de vinagre de maçã
  • temperos e ervas aromáticas de sua preferência
  • sal a gosto

Modo de preparo:

  • colocar o leite na iogurteira;
  • acrescentar o vinagre;
  • mexer com uma colher de inox até que o leite talhe;
  • ligar a iogurteira e deixar funcionando por 8 horas;
  • ao final, pegue o pano limpo e cubra sobre uma tijela e faça com o pano, similar à um coador de pano para coar café.
  • despeje a massa sob o pano e deixe escorrer todo o líquido, feche o pano com a massa de queijo dentro e esprema formando uma bola (cuidado para não espremer muito e deixar a massa muito seca e sem humidade.
  • antes de deixar a massa de quejo descansar, tempere do seu gosto, colocando: sal, pimenta, ervas, nós moscada ou qualquer outra especiaria para dar sabor ao seu queijo.
  • pegue o coador de inox e coloque-o sobre uma tijela pequena e coloque a massa de queijo espremida ( e ainda com o pano), dentro dele. Coloque na geladeira e deixe escorrendo por 4 a 5 horas aproximadamente.
  • ao término desse tempo, abra o pano e coloque a massa de queijo em um recipiente que deseje e seu queijo pronto para ser servido.

Outra maneira de temperar seu queijo é fazendo a prensagem por fora. Dessa forma: podese colocar ervas ou mistura de ervas com pimentas sobre a massa fresca de queijo e colocar uma prensa por cima dela conforme a foto abaixo.

Resultado de imagem para queijo artesanal temperado

 

 

 

Vamos usar mais as folhas!

Resultado de imagem para brocolis refogado com cenoura

 Há 20 anos que trabalho em restaurantes, e nesse meu pequeno tempo como cozinheiro, sempre vejo desdenho com relação as folhas principalmente às que o mercado declararam como inúteis. 

Deixar as folhas de cobertura dos vegetais antes de tudo é uma questão de economia. Imaginem uma caixa de cenouras onde nessa caixa estivessem todas as folhas de sua cobertura? Seria fisicamente impossível colocar os 20kg de cenoura que comumente cabem dentro dela. Ou seja, mais caixas para transportar menos cenoura, mais custo com transporte, mais custo com a própria caixa. 

Dessa maneira, o mercado declarou como improdutivo e inútil todas as folhagens de vegetais. 

Alguns até vemos com mais frequência, como é o caso do brócolis. Que ainda vemos em muitos mercados sendo vendidos com suas folhas. Mas que infelizmente acabam por tornar-se lixo quando chegam na casa do consumidor. 

Mesmo em restaurantes, local de produção excessiva de comida, onde deveríamos primar pela reutilização dos alimentos e diminuir o desperdício. Sempre vejo narizes tortos para essas folhagens. Há de se imaginar em um buffet a quilo de um restaurante famoso um arroz feitos com talos e folhas de brócolis? 

Infelizmente até os próprios consumidores vêem esse tipo de preparação como sendo de segunda categoria. Ou então algo do tipo: “eles não estão com dinheiro para comprar Brócolis, e usaram as sobras das folhas.” 
 

Pão Australiano caseiro

P_20170330_191202.jpg

Agora amigos leitores, vocês não precisam mais ir ao OUTBACK para degustarem aquele maravilhoso pão australiano que é servido por lá.

Pois este que ensinarei é tão bom quanto o da grande rede de restaurantes. Com um grande adicional: você sabe exatamente o que tem dentro do pão que você fez.

Essa receita é muito perfeita, e o pão fica muito parecido com o do Outback. A grande diferença é que no pão servido na rede, ele leva algumas doses de flavorizantes artificiais de mel.

Como eu sei que leva flavorizantes artificiais? Porque ao experimentá-lo é nítido o sabor forçado de mel que dá para sentir do pão.

Uma observação muito interessante sobre pães australianos: eles não existem na Austrália. Sua invenção vem dos EUA e usam como base o pão de centeio australiano. Que, na minha opinião não se parece em nada com o pão australiano.

Principalmente, porque a a base da receita americana para fazer o pão australiano é o mel, cacau e o centeio. Já o pão de centeio australiano não leva mel nem cacau, deixando o pão de centeio australiano com uma colocarão completamente diferente do que conhecemos como “pão australiano”.


Vamos a receita:

  • 500g de farinha de trigo
  • 300g de farinha de centeio
  • 50g de fermento biológico fresco ou 17g de fermento biológico seco
  • 200g de água
  • 4 ovos
  • 30g de cevada
  • 30g de cacau em pó (100%)
  • 100g de mel
  • 50g de melado
  • 100g de manteiga
  • 20g de açúcar mascavo
  • 10g de sal
  • fubá para polvilhar

MODO DE PREPARO:

  1. colocar todos os ingredientes secos em uma tigela funda;
  2. misturar bem;
  3. misturar todos os outros ingredientes com exceção da água;
  4. sovar bem até misturar todos os ingredientes;
  5. ir adicionando água aos poucos até que a massa esteja completamente misturada e não pegajosa, sem que a massa de farinha não grude nas mãos;
  6. sovar bem, por uns 5 minutos na mão (1 a 2 minutos na batedeira na velocidade máxima);
  7. deixar a massa descansando por 20 minutos e sovar novamente por mais 5 minutos (1 a 2 minutos na batedeira em velocidade máxima);
  8. separar a massa na quantidade desejada, fazer os formatos desejados podendo ser os cilindros tradicionais já conhecidos ou bolas;
  9. polvilhar fuba por cima da massa;
  10. com o auxílio de uma faca extremamente bem afiada ou então um estilete faça cortes transversais finos na massa cilíndrica ou então em cruz para as massas no formato de bola.
  11. deixar fermentando lentamente, com um pano úmido por cima. Em um local fresco e arejado por aproximadamente 5 horas. Tomar cuidado e verificar de hora em hora se a fermentação não passou do ponto.
  12. colocar os pães em forno pré aquecido à 300°C, por 15 a 20 minutos e depois diminuir a temperatura do forno para 180°C e deixar por mais 20 minutos. Ou até que os pães estejam assados.

P_20170330_190029.jpg
Os pães já assados, como ficam lindos. Normalmente eles triplicam de volume

Espero que tenham gostado, um grande abraço a todos e não deixem de comentar.

 

 

 

 

 

 

Dedicada a assuntos relacionados a Gastronomia, Ciência, Cultura e Sociedade.