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Pão de Hambúrguer sem glúten – Especial GreenNation

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Fui convidado para participar de uma das oficinas de alimentação saudável (para crianças e adolescentes) para o evento GreenNation.

Resolvi então refazer uma receita de pão de hambúrguer que já tinha feito em outra ocasião, junto com duas receitas de hambúrgueres caseiros para acompanhar.

Falar de ambiente e sustentabilidade na alimentação para mim é importantíssimo pensar em todos os referenciais que tenho sobre commodities e mercadoria.

Por isso acho importante a divulgação de novas preparações que fujam dos habituais produtos das prateleiras dos supermercados. Prefiro pensar que quando eu deixo de comprar um hambúrguer industrializado estou “quebrando” toda uma cadeia produtiva de consumo que se baseia em: embalagens, conservantes, ingredientes desconhecidos e total desinformação da quantidade de insumos que foram colocados ali dentro.

Para vocês terem uma ideia, a Portaria Ministerial nº 574, de 8 de dezembro de 1998, regulamenta que hambúrgueres industrializados podem conter até 23% da gordura animal daquele produto específico. Isso quer dizer que, em cada 100g de hambúrguer que preparo estou consumindo 22g de gordura animal (2 COLHERES DE SOPA CHEIAS DE SEBO).

Dessa forma eu sempre preferi a ideia de nós mesmo fazermos nosso próprio alimento.

Assim: eu sei como eu fiz, eu sei a qualidade dos produtos ali utilizados e as condições higiênicas ali envolvidas.

Bom, vamos as receitas.


Pão de hambúrguer de polvilho sem glúten

Rendimento: 20 mini pães

Ingredientes:

  • 8 xícaras de polvilho azedo
  • 8 ovos
  • 4 batatas pequenas
  • 2 colheres de café de sal
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 140ml de azeite
  • 2/3 de farinha de linhaça
  • 20 gramas de fermento biológico seco

Modo de preparo:

  • cozinhar as batatas com casca. Depois de cozidas, amassar até obter um purê. Esperar esfriar antes de misturar com os outros ingredientes.
  • Em uma tigela, coloque todos os ingredientes e misture muito bem.
  • Fazer pequenos boleados com as mãos e coloque um a um em uma forma untada ou então antiaderente.
  • Para mini Hambúrgueres, utilize 60g de massa.
  • Para Hambúrgueres tradicionais, utilize 100g de massa.
  • Deixar a massa descansando por uma hora, para fermentar em um local quente e arejado.
  • Colocar o forno para esquentar em 300°C e deixar por 10 minutos.
  • Ao colocar os pães no forno, abaixar a temperatura para 190°C. deixar por aproximadamente 30 a 45 minutos. ou até que o fundo da massa esteja ligeiramente corados.

Hambúrguer de grão de bico vegano

Rendimento: 4 porções

 Ingredientes:

  • 100g Grão de bico
  • ½ unidade pequena de cebola
  • 50g de Azeite
  • 1 colher de chá Sal
  • Pitada de pimenta do reino
  • Quanto baste de amido de milho
  • 1 molho pequeno de salsa

 Modo de preparo:

  • Cozinhar os grãos de bicos previamente e descartar sua água de cocção. Deixar em um bolw por duas horas afim que seus grãos fiquem mais secos.
  • Passar os grãos de bicos no processador até que fique em consistência homogênea.
  • Adicionar a cebola micro picada, o sal, o azeite, a pimenta e a salsa picada. Misturar bem.
  • Por último, acrescente o amido de milho e vá misturando aos poucos até obter uma consistência adequada para moldar a massa com as mãos.
  • Pegar uma quantidade suficiente para fazer os moldes dos hambúrgueres com as mãos.
  • Depois de moldados, untar levemente com amido de milho.
  • Colocar azeite em uma frigideira e gralhar os hambúrgueres até ficarem dourados.
  • Montar o hambúrgueres e servir.

 

Hambúrguer tradicional

Rendimento: 4 porções

 Ingredientes:

  • 350g Carne moída processada duas vezes (patinho, ou lagarto plano)
  • 2 colheres de sopa de cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de chá de Sal
  • Pitada de pimenta do reino

 Modo de preparo:

  • Processar a carne moída duas vezes, afim de que ela fique bem misturada.
  • Em uma tigela, adicionar o azeite, sal, pimenta e o alho picado. Misturar bem e amassar bem com as mãos ou com o auxílio de um batedor.
  • Separar as carnes em bolos de 100g. fazer os moldes, boleando com as mãos.
  • Colocar azeite em uma frigideira e gralhar os hambúrgueres até ficarem dourados.
  • Montar o hambúrgueres e servir.

Vamos trocar sementes???

Essa é a proposta desse maravilhoso site, o SEMENTERIA  quee encontrei em trocas de conversas do Slowfood Brasil. Achei sua proposta muito inovadora e interessante.

Dando uma olhada no site, consegui encontrar plantas principalmente ervas que há muito tempo estava procurando para plantar e não conseguia achar.

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Manjericão bravo

Encontrei, ervas de alfavaca, manjericão zaatar e coentro do norte que em alguns lugares é chamado de coentro selvagem ou bravo pois dá um sabor forte e marcante de coentro e tem uma aparência um pouco mais “selvagem” por conta de suas folhas em formato de espinhos

Não deixem de olhar o site e boas trocas


Como Funciona e Política de Uso

O propósito do site Sementeria é facilitar a troca e doações de sementes de plantas lícitas no Brasil.

Você pode pesquisar todas as sementes que os usuários do Sementeria disponibilizam no site e, se estiver interessado em alguma, basta se cadastrar (ou logar se já for cadastrado) para entrar em contato com o guardião da semente. Algumas pessoas aceitam doar suas sementes, outras podem aceitar somente a troca. Essa conversa, como a troca de endereço e/ou depósito bancário referente aos custos de envio, são feitas através de e-mail.

Não é permitida a venda de sementes através do site.

Não é permitido o cadastro de sementes de plantas ilícitas. Por favor, denuncie para contato@sementeria.com.br.

O serviço é gratuito e trabalha por doação para cobrir custos de servidores. Você pode contribuir com qualquer valor:

Pão de Hambúrguer de Polvilho – sem glúten

hamburguer de polvilho

Uma das receitas que todos procuram quando desejam fazer preparações em glúten, é o sagrado e belo pão.

Apesar de Não acreditar em milagres, acredito que possamos fazer receitas muito além do que esperamos.

Infelizmente nos dias de hoje, ficamos muito preso a farinha de trigo o que nos frustra um pouco pelos seus resultados se formos comparar com outras preparações em a farinha de trigo.

A minha ideia nesse pão de hambúrguer é justamente descaracterizar por completo a ideia do pão de hambúrguer tradicional.

Dessa forma, utilizei uma base única de farinha sem glúten que é o polvilho doce. Minha escolha baseou-se em deixar o pão de hambúrguer por fora ligeiramente crocante e lembrando um pouco as características de um pão de queijo.

Partindo dessa ideia, alguns podem até não gostar pois, justamente se fazem do juízo do julgamento do comparativo com o velho pão de hambúrguer que todos comem. O comparativo fica ainda mais discrepante se formos comparar ao pão de hambúrguer do MacDonalds cheio de gorduras trans e flavorizantes natural.

Meu pensamento sobre pão é: que para existir como “filosofia” ele deve ser obrigatoriamente fermentando de forma biológica, seja ela forçada por aditivo de fermento biológico industrializado ou a natural feita principalmente por levain.

Um grande diferencial desse pão, é que ele é um ” bomba” de antioxidantes e gorduras boas pois, coloquei uma grande quantidade de castanhas do Brasil, dando uma característica singular a ele. Como a castanha do Brasil é uma oleaginosa e dado a quantidade que coloquei na receita, não precisei colocar nenhum tipo de gordura no pão.

Mas vamos a receita:

INGREDIENTES:

  • 1 xícara de castanha do Brasil moida
  • 2 xícaras de polvilho doce
  • 1/3 de xícara de farinha de linhaça
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de sopa de açúcar demerara
  • 1 tablete de fermento biológico fresco (15g)
  • 3 ovos

PREPARO:

  • Bater no liquidificador as castanhas do Brasil até obter uma farinha
  • Em uma batedeira com o batedor especial para massas, coloque todos os ingredientes;
  • Bata bastante a massa até que se torne bem homogênea;Pão de polvilho
  • Se a massa estiver muito líquida grudando nas mãos, coloque um pouco mais de polvilho até que a massa fique fácil de moldar.
  • Faça bolinhas de 50g para mini pães de hambúrgueres e de 100 para hambúrgueres tradicionais.
  • Se desejar que a massa fique mais leve, adicione 250g de batata cozida na mistura do pão.
  • Coloque os pães em uma forma untada com azeite e deixe descansar por aproximadamente 2 horas.
  • Coloque em forno a 250ºC por 30 minutos ou até que os pães assem por completo

Espero que tenham gostado.

A “Gourmetização” é mais antiga que a sua avó!!!

Para quem pensa que a “gourmetização” é algo moderno.

Achamos que muitos chefs e empresas estão se utilizando do “boom” da gastronomia em seus tempos modernos para fazer valer e vender os seus produtos.

Mas discordo disso veementemente. A prova disso: é esse anúncio da Nestle de 1932. Logo quando o Leite condensado foi lançado no Brasil. O anúncio tinha a finalidade de promover o consumo e o aumento do produto.

Sua descrição expressa nada mais do que a própria “gourmetizaçao” em si.
Com esse descritivo, até se compra a ideia.


Segue o anúncio:

“NENHUMA ALIMENTO É TÃO BENÉFICO, PRÁTICO E NUTRITIVO COMO O LEITE CONDENSADO MOÇA. PREPARADO COM LEITE FRESCO DOS MAIS PUROS E SADIOS. O LEITE MOÇA TEM AINDA A VANTAGEM DE SER CONCENTRADO SOB VÁCUO A BAIXA TEMPERATURA E CONTER NO ESTADO NATURAL VIVAS E INTACTAS TODAS AS VITAMINAS DO LEITE FRESCO. NA CALMA DE SEU LAR, EM APRAZÍVEIS PASSEIOS DOMINGUEIROS OU AGORA, NO TUMULTO DAS TRINCHEIRAS UMA LATA DE LEITE CONDENSANDO MOÇA É SUA RESERVA PRECIOSA DE ENERGIA, QUE MAL SE ABRE JÁ ESTÁ PRONTA PARA USO. NÃO DEIXE QUE A SUA CASA SINTA FALTA DE ALGUMAS LATINHAS DE LEITE CONDENSADO MOÇA”

“Na verdade toda essa palhoça significa: “eu sou um leite que foi acrescido de 30% de açúcar de seu peso bruto e retirado 60% de sua água de seu peso bruto. O resto é blábláblá….”

Do leite condensado de 1932 para o nosso futurista de 2015 pouco se mudou. Alias tudo continua o mesmo processo.

O importante é conotar sobre como o marketing daquela época, continua tão agressivo quanto o de hoje. “Leite fresco e puro”, ONDE???

Não sou contra a sua utilização, mas acho que todos nós devemos ter o consumo consciente! E para isso devemos nos indagar ao menos do que estamos comendo ou comprando. Seja nas gôndolas do supermercado ou no novíssimo restaurante que acabou de inventar o mais novo sorvete de creme “gourmet”.

O mais importante, devemos ser sempre críticos do que estamos comendo!!!

anuncio da nestle 1932

Sou pobre e não uso MEL DE ENGENHO!!!

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Mel de engenho…

Nada contra o nome, mas eu uso melado mesmo.

Sou pobre e fudido, não tenho tempo de ir no engenho pedir para as abelhas tirarem seu mel…

Vou no mundial e compro um tal de melaço.

Lembro quando o Garcia & Rodrigues em seu auge, no Rio de Janeiro lançou um prato com a seguinte descrição: Queijo de Minas feito até a sua cura máxima servido com farinha ralada de mandioca e mel de engenho…

Eles inventaram o raio gourmetizador e não sabiam…

Amigos, Mel só existe um: o que abelhas.

O resto é firula de marketing.

Trabalhar com comida é coisa séria e enganar o cliente também. 

“Falar mel de engenho é induzir o consumidor à práxis do erro.”

Mel de engenho não é nada mais que MELADO DE CANA

Comendo uma Lula viva!!!

Estar vivo é um conceito um tanto quanto deturpado para explicar tal fenômeno.Sagittated Calamary

Em tese nós humanos achamos que,.somente porque o coração para de bater então é dado o quadro clínico de morte.

A morte cerebral sim, mas não a morte celular. Ela demora mais tempo para ocorrer.

Quando um animal morre suas células dependendo de como ele foi acondicionado ou seu stresse para morrer ele demora por mais de 24 horas para suas células finalmente morrerem.

A falta de bombeamento de sangue e outros nutrientes além de oxigênio irá matar as células ao poucos, mas a morte total do ser não acontece instantaneamente como acham.

Então, sim o animal está vivo até porque ele está em processo de rigor mortis.

Realmente, não vai saltar do prato e começar a atacar as pessoas, mas suas células se contorcem pois ainda vivem.

Mesmo o animal estando morto.