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A apropriação de nosso paladar pela indústria

 

As grandes empresas em geral, por meio de diversas ferramentas gerenciais, sobretudo as de marketing e engenharia de produção, coloca-se no mercado como competente especialista na produção de determinado bem para fins específicos e, então, procura levar cada vez mais clientes a comprarem seus produtos.

À medida que a empresa ganha espaço no mercado, novas possibilidades devem ser criadas a fim de possuir sempre fluxos contínuos no aumento das vendas e, portanto, garantir a obtenção de maiores lucros. Ou seja, possui sempre como meta: “fazer novos clientes e influenciar consumidores”.

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A indústria de alimentos, em particular, observando sempre a presente fragilidade dos Resultado de imagem para marketing em alimentosconsumidores, criou o mote do “Eu mereço!”, onde procura incutir no consumidor a ideia de que ele se acha, por direito e mérito, merecedor das facilidades oferecidas por produtos altamente industrializados, com a seguinte propositiva: ao consumir esse produto, estarei ganhando algum benefício.

Confira o artigo na integra:

A APROPRIAÇÃO DE NOSSO PALADAR PELA INDUSTRIA

Rio terá Comissão de Gastronomia

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A Secretaria de Estado de Cultura (SEC), por meio da  Superintendência de Economia Criativa e da Incubadora Rio Criativo está com edital aberto para a instituição da primeira Comissão de Gastronomia do Estado do Rio de Janeiro. Até o dia 19 de julho serão aceitas inscrições para candidatos e eleitores para o processo de eleição online. Serão eleitos 20 representantes da sociedade civil que atuam no campo da alimentação e cultura. O público poderá participar como eleitor, apoiando a candidatura de 10 diferentes segmentos, entre os quais, entidades que atuam com o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA); movimento da sociedade civil que atue com Gastronomia, Comunidade Tradicional e organização do movimento de mulheres.

Para se candidatar a uma das representações, basta informar os dados do titular e suplente, anexar uma foto de cada membro, uma breve justificativa. Já os eleitores, basta informar os dados pessoais.

 Para apoiar nossa candidatura e as demais representações, ou se inscrever como candidato, acesse https://tinyurl.com/y9gzyc25 

A publicação dos eleitores e candidatos habilitados sairá no dia 25 de julho. De 07 a 11 de agosto será o período de votação pelo site da SEC. O resultado será divulgado no dia 15 de agosto. A comissão também será composta por sete representantes do poder legislativo, uma representação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado (Consea) e uma da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A instituição da Comissão de Gastronomia é uma das diretrizes do Marco Referencial da Gastronomia como Cultura do Estado do Rio de Janeiro (Lei 7180/2015). A lei tem como Resultado de imagem para comissão de gastronomiaobjetivo abordar a gastronomia como uma política cultural ao dar visibilidade e fortalecer as culturas alimentares regionais, as atividades produtivas, comerciais, educacionais e  artísticas, ligadas pela relação com a comida, a sociedade e o território.

A comissão terá a incumbência de acompanhar as diretrizes da lei, conferir o selo Gastronomia é Cultura e fomentar a Semana da Gastronomia do Estado do Rio, que ocorrerá na terceira semana de setembro.

As informações completas sobre o processo de eleição do edital serão divulgadas durante o lançamento e estarão disponíveis na página da Secretaria de Cultura.

Para conhecer o Marco Referencial da Gastronomia como Cultura, acesse: https://tinyurl.com/ybhly96u

Para saber mais informações sobre o edital, confira o guia com as perguntas mais frequentes: https://goo.gl/ZM31eZ 

O que é saudável?

Queridos leitores, resgato um texto relativamente antigo sobre um questionamento que me fizeram sobre o que é uma comida saudável. Do questionamento, surgiu um pequeno resumo. O tempo passou e acabei perdendo o texto e por acaso resgatei revirando antigos papéis. Estejam a vontade para: comentar, contextualizar e discutir pois tudo que foi escrito é abordado pela minha ótica do que é o alimento.


O que é saudável????

Acho que nem sei por onde começar a escrever. E na verdade se fosse escrever algo sobre o assunto, teria que no mínimo fazer um livro somente sobre o assunto; então, segue um pequeno resumo.

COMIDA, É COMIDA!!!
A Comida, não é saudável ou não saudável.

A comida, não possui rótulos.
O alimento, foi elaborado na natureza com um propósito maior: no qual pegamos e o transformamos em comida. Comida essa, que terá a função mór de nos prover energia.

Então entenda que: alimento e comida são concepções diferentes.

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O alimento, é aquele gerado pela “mãe natureza” e que em suas condições normais qualquer ser vivo possa usar ele em sua forma básica para se alimentar. É livre de qualquer transformação.

A comida, ela é obtida por meio da transformação do alimento. Ela simplesmente é um veículo facilitador na alimentação.

E onde está o saudável???
Em LUGAR ALGUM, POIS SAUDÁVEL NÃO É UM PRATO!!
Saudável é um hábito ele não deve ser colocado em voga em um prato, pois você não pode colocar juízo de valores sobre seu prato…

O juízo de valor é colocado por nós quando vemos um prato. De antemão, dever-se-íamos considerar um CRIME chamar uma preparação X ou Y de saudável, porque a contextualização dela foi feito por NÓS e muito mais a nível sociológico do que necessariamente, ajuizar se as respectivas preparação são realmente saudáveis.

Dessa forma, ao considerarmos arroz integral como saudável, e prospectamos esse “lindo” conceito adiante. Antagonicamente, podemos dizer que o arroz braco não é saudável!

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Afinal se você ajuizou que um é saudável, deve-se existir um antagônico para a sua teoria!

Então pega-se esse mesmo arroz branco que foi ajuizado como sendo não saudável e ofereça-o à um mendigo. Porém, antes de oferecê-lo rotule para esse indivíduo, sobre todas as questões que envolvem uma comida saudável que ele irá te responder com a seguinte forma: “moça eu tenho fome…”

Portanto a contextualização sobre ser ou não ser saudável é muito mais antropológico do que necessariamente uma ajuizamento de valores sobre um determinado produto. Seja esse ajuizamento de caráter individual ou coletivo.

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Então, eu não posso ajuizar um valor à uma preparação sem antes colocar em um contexto histórico-sócio-cultural. Caso contrário estarei sendo altamente PRÉ-CONCEITUOSO com o alimento que não tem nada haver com essa história.

Afinal o Arroz branco não brotou do nada. Ele foi plantado de forma integral e depois “beneficiado” pelo HOMEM. E que depois de ser colocado um monte de quinoa, chia ou qualquer outro ingrediente da moda, será vendido pelo alcunha de saudável.

Refutar a técnica para explicar o saudável o maior erro de história pois infelizmente caio no erro do paradoxo que irei explicar logo abaixo.
Falar que os meus legumes feitos no vapor são saudáveis, porque foram feitos a partir dessa técnica. É rejeitar a ideia que o mesmo arroz branco condenado e ojerizado como não saudável, POSSA SER FEITO NO VAPOR.
ENTÃO ORA, COMO EU POSSO ALEGAR QUE LEGUMES FEITOS NO VAPOR SÃO SAUDÁVEIS E UM ARROZ BRANCO FEITO PELA MESMA TÉCNICA NÃO?

Há de se contextualizar que o arroz integral (saudável) possui mais nutrientes que o arroz branco (não saudável), porém o paradoxo me permite fazer um arroz com legumes no VAPOR, possuindo tantos valores nutritivos quanto o arroz integral (ou até mais se formos calcular). Ou seja, agora o arroz branco não saudável, torna-se saudável?

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Outros exemplos poder ser feitos que se contextualizados, entrarão na lei dos paradoxos, na qual não se consegue explicar uma coisa por outra.

Então o que é o saudável??? O saudável É NECESSARIAMENTE UM HÁBITO QUE NÃO É SOMENTE ALIMENTAR, MAS SIM UM HÁBITO DE VIDA!!!

Chamar um prato de saudável é fazer dessa toda alienação, uma grande jogada de marketing…

Ao exemplo acima do arroz integral, escolha ele não porque ele é mais saudável mas sim por que ao consumi-lo você engloba diversos aspectos dentre eles:

  • produzem menos lixo, pois suas cascas não são descartadas no meio ambiente;
  • gastam menos energia para serem beneficiados, pois não necessitam de tanto beneficiamento;
  • são ingeridos na sua forma integral que foram produzidos tornando-os mais íntegros;
  • por serem integrais seu sabor é incrivelmente diferente dos beneficiados tornando-os diferenciados.

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Porém, independente se você consome ou não arroz integral e, independente do motivo. Procure: não rotular as coisas, preocupe-se com o lixo que você produz e os lixos que você consome (lembre-se que uma embalagem de arroz seja ele integral ou branco será lixo da mesma forma); mova-se mais e quando possível, use menos energia elétrica e mais energia de nosso próprio corpo; use menos industrializados seja eles rotulados como saudável ou não e faça mais comida caseira; e sobretudo tenham hábitos saudáveis.

Rio elegerá primeira Comissão de Gastronomia do Estado

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Iniciativa busca dar visibilidade à gastronomia como política cultural

No próximo dia 8 de junho, a Secretaria de Estado de Cultura (SEC)  lançará um edital público para eleger a primeira Comissão de Gastronomia do Estado do Rio de Janeiro. O evento será realizado no auditório Barbosa Lima Sobrinho, na Facha, em Botafogo, a partir das 18h30. A iniciativa está ligada à Superintendência de Economia Criativa e da Incubadora Rio Criativo, junto a Comissão de Cultura da Alerj.

 

A instituição da Comissão é uma das diretrizes do Marco Referencial da Gastronomia como Cultura do Estado do Rio de Janeiro (Lei 7180/2015). A lei tem como objetivo abordar a gastronomia como uma política cultural ao dar visibilidade e

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fortalecer as culturas alimentares regionais, as atividades produtivas, comerciais, educacionais  artísticas ligadas pela relação com a comida, a sociedade e o território.

A comissão terá a incubência de acompanhar as diretrizes da lei, conferir o selo Gastronomia é Cultura e fomentar a Semana da Gastronomia do Estado do Rio, que ocorrerá na terceira semana de setembro. Para esta empreitada, serão eleitos, por meio de votação online, 20 representantes da sociedade civil que atuam, por exemplo, com Quilombolas, Mulheres, Direito Humano à Alimentação e Agricultura Familiar. A comissão também será composta por sete representantes do poder legislativo, uma representação do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado (Consea) e uma da Comissão de Cultura da ALERJ. As inscrições terão início no dia 8 e encerrarão em 19 de julho.

Além da candidatura das representações de segmentos ligados à Alimentação e Cultura, o público poderá participar como eleitor para eleger os membros da comissão. O lançamento será feito pelo secretário de Cultura, André Lazaroni; o presidente da Comissão de Cultura da Alerj, Zaqueu Teixeira; e contará com representantes do Grupo de Trabalho Gastronomia como Cultura, responsável pela elaboração do Marco Referencial.

As informações completas sobre o processo de eleição do edital serão divulgadas durante o lançamento e estarão disponíveis na página da secretaria de cultura (http://www.cultura.rj.gov.br/home/).

Para conhecer o Marco Referencial da Gastronomia como Cultura, acesse: https://tinyurl.com/ybhly96u

Visite a página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1513533222040142/

Cronograma de lançamento do edital

Início do cadastro de eleitores e candidatos: 08/06/2017, às 10h;

Término do cadastro de eleitores e candidatos – 19/07/2017, às 18h;

Publicação dos Eleitores e Candidatos habilitados – 25/07/2017, às 10h;

Início da votação – 07/08/2017, às 10h;

Término da votação – 11/08/2017, às 18h;

Resultado da votação – 15/08/2017, às 11h

Lançamento do edital Comissão da Gastronomia do Estado do Rio de Janeiro
Data: 8 de junho
Local: Auditório Barbosa Lima Sobrinho – Facha

Endereço: Rua Muniz Barreto, 51, Botafogo
Horário: 18h30
Não é necessário fazer inscrição

Pão Australiano caseiro

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Agora amigos leitores, vocês não precisam mais ir ao OUTBACK para degustarem aquele maravilhoso pão australiano que é servido por lá.

Pois este que ensinarei é tão bom quanto o da grande rede de restaurantes. Com um grande adicional: você sabe exatamente o que tem dentro do pão que você fez.

Essa receita é muito perfeita, e o pão fica muito parecido com o do Outback. A grande diferença é que no pão servido na rede, ele leva algumas doses de flavorizantes artificiais de mel.

Como eu sei que leva flavorizantes artificiais? Porque ao experimentá-lo é nítido o sabor forçado de mel que dá para sentir do pão.

Uma observação muito interessante sobre pães australianos: eles não existem na Austrália. Sua invenção vem dos EUA e usam como base o pão de centeio australiano. Que, na minha opinião não se parece em nada com o pão australiano.

Principalmente, porque a a base da receita americana para fazer o pão australiano é o mel, cacau e o centeio. Já o pão de centeio australiano não leva mel nem cacau, deixando o pão de centeio australiano com uma colocarão completamente diferente do que conhecemos como “pão australiano”.


Vamos a receita:

  • 500g de farinha de trigo
  • 300g de farinha de centeio
  • 50g de fermento biológico fresco ou 17g de fermento biológico seco
  • 200g de água
  • 4 ovos
  • 30g de cevada
  • 30g de cacau em pó (100%)
  • 100g de mel
  • 50g de melado
  • 100g de manteiga
  • 20g de açúcar mascavo
  • 10g de sal
  • fubá para polvilhar

MODO DE PREPARO:

  1. colocar todos os ingredientes secos em uma tigela funda;
  2. misturar bem;
  3. misturar todos os outros ingredientes com exceção da água;
  4. sovar bem até misturar todos os ingredientes;
  5. ir adicionando água aos poucos até que a massa esteja completamente misturada e não pegajosa, sem que a massa de farinha não grude nas mãos;
  6. sovar bem, por uns 5 minutos na mão (1 a 2 minutos na batedeira na velocidade máxima);
  7. deixar a massa descansando por 20 minutos e sovar novamente por mais 5 minutos (1 a 2 minutos na batedeira em velocidade máxima);
  8. separar a massa na quantidade desejada, fazer os formatos desejados podendo ser os cilindros tradicionais já conhecidos ou bolas;
  9. polvilhar fuba por cima da massa;
  10. com o auxílio de uma faca extremamente bem afiada ou então um estilete faça cortes transversais finos na massa cilíndrica ou então em cruz para as massas no formato de bola.
  11. deixar fermentando lentamente, com um pano úmido por cima. Em um local fresco e arejado por aproximadamente 5 horas. Tomar cuidado e verificar de hora em hora se a fermentação não passou do ponto.
  12. colocar os pães em forno pré aquecido à 300°C, por 15 a 20 minutos e depois diminuir a temperatura do forno para 180°C e deixar por mais 20 minutos. Ou até que os pães estejam assados.
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Os pães já assados, como ficam lindos. Normalmente eles triplicam de volume

Espero que tenham gostado, um grande abraço a todos e não deixem de comentar.

 

 

 

 

 

 

Pão de Hambúrguer sem glúten – Especial GreenNation

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Fui convidado para participar de uma das oficinas de alimentação saudável (para crianças e adolescentes) para o evento GreenNation.

Resolvi então refazer uma receita de pão de hambúrguer que já tinha feito em outra ocasião, junto com duas receitas de hambúrgueres caseiros para acompanhar.

Falar de ambiente e sustentabilidade na alimentação para mim é importantíssimo pensar em todos os referenciais que tenho sobre commodities e mercadoria.

Por isso acho importante a divulgação de novas preparações que fujam dos habituais produtos das prateleiras dos supermercados. Prefiro pensar que quando eu deixo de comprar um hambúrguer industrializado estou “quebrando” toda uma cadeia produtiva de consumo que se baseia em: embalagens, conservantes, ingredientes desconhecidos e total desinformação da quantidade de insumos que foram colocados ali dentro.

Para vocês terem uma ideia, a Portaria Ministerial nº 574, de 8 de dezembro de 1998, regulamenta que hambúrgueres industrializados podem conter até 23% da gordura animal daquele produto específico. Isso quer dizer que, em cada 100g de hambúrguer que preparo estou consumindo 22g de gordura animal (2 COLHERES DE SOPA CHEIAS DE SEBO).

Dessa forma eu sempre preferi a ideia de nós mesmo fazermos nosso próprio alimento.

Assim: eu sei como eu fiz, eu sei a qualidade dos produtos ali utilizados e as condições higiênicas ali envolvidas.

Bom, vamos as receitas.


Pão de hambúrguer de polvilho sem glúten

Rendimento: 20 mini pães

Ingredientes:

  • 8 xícaras de polvilho azedo
  • 8 ovos
  • 4 batatas pequenas
  • 2 colheres de café de sal
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 140ml de azeite
  • 2/3 de farinha de linhaça
  • 20 gramas de fermento biológico seco

Modo de preparo:

  • cozinhar as batatas com casca. Depois de cozidas, amassar até obter um purê. Esperar esfriar antes de misturar com os outros ingredientes.
  • Em uma tigela, coloque todos os ingredientes e misture muito bem.
  • Fazer pequenos boleados com as mãos e coloque um a um em uma forma untada ou então antiaderente.
  • Para mini Hambúrgueres, utilize 60g de massa.
  • Para Hambúrgueres tradicionais, utilize 100g de massa.
  • Deixar a massa descansando por uma hora, para fermentar em um local quente e arejado.
  • Colocar o forno para esquentar em 300°C e deixar por 10 minutos.
  • Ao colocar os pães no forno, abaixar a temperatura para 190°C. deixar por aproximadamente 30 a 45 minutos. ou até que o fundo da massa esteja ligeiramente corados.

Hambúrguer de grão de bico vegano

Rendimento: 4 porções

 Ingredientes:

  • 100g Grão de bico
  • ½ unidade pequena de cebola
  • 50g de Azeite
  • 1 colher de chá Sal
  • Pitada de pimenta do reino
  • Quanto baste de amido de milho
  • 1 molho pequeno de salsa

 Modo de preparo:

  • Cozinhar os grãos de bicos previamente e descartar sua água de cocção. Deixar em um bolw por duas horas afim que seus grãos fiquem mais secos.
  • Passar os grãos de bicos no processador até que fique em consistência homogênea.
  • Adicionar a cebola micro picada, o sal, o azeite, a pimenta e a salsa picada. Misturar bem.
  • Por último, acrescente o amido de milho e vá misturando aos poucos até obter uma consistência adequada para moldar a massa com as mãos.
  • Pegar uma quantidade suficiente para fazer os moldes dos hambúrgueres com as mãos.
  • Depois de moldados, untar levemente com amido de milho.
  • Colocar azeite em uma frigideira e gralhar os hambúrgueres até ficarem dourados.
  • Montar o hambúrgueres e servir.

 

Hambúrguer tradicional

Rendimento: 4 porções

 Ingredientes:

  • 350g Carne moída processada duas vezes (patinho, ou lagarto plano)
  • 2 colheres de sopa de cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de chá de Sal
  • Pitada de pimenta do reino

 Modo de preparo:

  • Processar a carne moída duas vezes, afim de que ela fique bem misturada.
  • Em uma tigela, adicionar o azeite, sal, pimenta e o alho picado. Misturar bem e amassar bem com as mãos ou com o auxílio de um batedor.
  • Separar as carnes em bolos de 100g. fazer os moldes, boleando com as mãos.
  • Colocar azeite em uma frigideira e gralhar os hambúrgueres até ficarem dourados.
  • Montar o hambúrgueres e servir.

Fraude no ar!!! 1/3 dos chocolates vendidos têm menos de 5% de cacau

A fonte da Notícia vem do Vale Paraibano

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This image was selected as a picture of the week on the Czech Wikipedia for th week, 2007. (Photo credit: Wikipedia)

O que eu acho mais triste é que apesar de tantas notícias sobre fraudes em alimentos, ainda vemos pessoas descrentes com tais notícias. Tudo bem, não estou acusando todas as empresas produtoras de chocolates, pois existem muitos empresários idôneos e de respeito no mercado. Mas, o que quero chamar a atenção é: se a denúncia for verídica, 25% de todo chocolate produzido no Brasil é uma fraude!

Estamos pagando por um produto que nem mesmo faz jus ao seu nome.

Devemos sempre ter muito cuidado com os produtos que compramos. Não peço para desconfiarmos de tudo, mas devemos ser coerentes com uma simples relação: PREÇO X PRODUTO X QUALIDADE. Se o produto estiver muito barato, desconfie de algo, pois às vezes quando paramos para pensar é quase impossível obter alguns valores praticados por algumas empresas sendo um produto 100% idôneo. Mas, isso não quer dizer que a recíproca não seja verdadeira, ou seja, um produto caro pode também não ser 100% idôneo.

Fique atento a alguns características que definem chocolates de má qualidade:

  • sabor excessivamente gorduroso;
  • em dias quentes não derrete com facilidade (quanto mais cacau em sua fórmula, mais fácil frágil o produto fica ao calor. Lembrem sempre daqueles chocolates de marca famosa que esquecemos dentro de nossas bolsas e que acabam por derreter);
  • gosto excessivamente doce (o excesso de açúcar em sua formulação pode mascarar defeitos na sua fabricação, ou mesmo outros produtos como gorduras para suprir a diminuição do cacau)
  • ao comer um chocolate, quanto mais cacau em sua fórmula mais fácil será o derretimento na boca. Chocolates que dificilmente derretem podem indicar excesso de parafina.

Segue a reportagem na integra

Um em cada três chocolates comuns vendidos no Brasil, produzidos pelas grandes indústrias, não pode ter esse nome de chocolate porque não é feito com o percentual mínimo de cacau exigido pela legislação.

Segundo as regras, para ser considerado chocolate, é preciso que o produto tenha pelo menos 25% de cacau,

Callebaut cherry chocolate bar
Callebaut cherry chocolate bar (Photo credit: Wikipedia)

mas muitos não chegariam nem a 5%.

A denúncia é de Marco Lessa, 43 anos, produtor de cacau, presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (BA) e organizador de feira de chocolate, que reúne agricultores e pequenas indústrias.

“O que o brasileiro encontra nas prateleiras de supermercados, vendido como chocolate, é apenas doce, não chocolate”, afirma. “Estimo que um terço dos chocolates estejam nessa situação. Esses não devem ter nem 5% de cacau”.

Lessa também diz que muitos chocolates amargos, com suposto alto teor de cacau (de 50% a 70%), produzidos pelas grandes indústrias e vendidos no mercado nacional por preço maior não têm esse percentual declarado.

“Dizem que têm 70%, mas não têm. Não existe fiscalização para confirmar esse percentual”, declara. Ele não apresentou nenhuma pesquisa ou teste que comprovem essa avaliação, mas diz que o problema se manifesta no próprio sabor dos produtos.

“Basta comer algumas vezes um bom chocolate para saber que muitos dos vendidos por aí não têm o teor de cacau prometido.” Além do sabor considerado melhor e menos doce pelos especialistas, os chocolates com maior teor de cacau também são tidos como benéficos à saúde. Por terem porcentagem reduzida de gordura, açúcar e leite, fazem bem bem para o coração.

A Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) emitiu uma nota, dizendo que os produtos feitos com menos de 25% de cacau são considerados doces com “sabor de chocolate”.

“A Abicab reforça que, de acordo com portaria da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], somente é chocolate o produto que possua pelo menos 25% de cacau. Abaixo disso, o produto é considerado com sabor de chocolate”, registra o documento.

A entidade, que representa as grandes indústrias, como Nestlé e Garoto, não comentou a suposta irregularidade no percentual de chocolates amargos informado nos produtos nacionais.

Pesquisa divulgada em março deste ano pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) conclui que falta informação nos rótulos dos chocolates brasileiros.

Entre 11 marcas de chocolate ao leite pesquisadas, apenas uma informou o percentual de cacau na embalagem. As outras dez não fizeram nenhuma menção à quantidade.

De acordo com o Idec, ainda não existe nenhuma lei que obrigue as empresas a colocarem esse dado na embalagem, mas, para o instituto, seria “razoável que essa iniciativa partisse dos próprios fabricantes”.

“Seria muito importante que o teor de cacau viesse impresso no rótulo. Fica a sensação de que essa informação é uma estratégia de marketing, usada apenas quando isso é conveniente aos fabricantes”, afirma Ana Paula Bortoletto Martins, nutricionista do Idec, em documento divulgado na época da pesquisa.

O teor de cacau também não é estampado nas embalagens de muitos chocolates meio amargo e amargo. Segundo o Idec, dos oito chocolates meio amargo pesquisados, apenas três têm a informação indicada no rótulo.

A definição oficial de chocolate da Anvisa é a seguinte: “Chocolate: é o produto obtido a partir da mistura de derivados de cacau (Theobroma cacao L.), massa (ou pasta ou liquor) de cacau, cacau em pó e ou manteiga de cacau, com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 25 % (g/100 g) de sólidos totais de cacau. O produto pode apresentar recheio, cobertura, formato e consistência variados”.

Uma regra anterior, de 1978, exigia um percentual maior de cacau (32%), mas isso foi mudado em 2005 para os 25% atuais.

Para o Idec, a regra atual tem uma outra falha, que é não limitar a adição de “gorduras equivalentes” (gorduras com propriedades físicas e químicas muito parecidas com as da manteiga de cacau, mas que não são de cacau).

A norma anterior proibia qualquer adição de “gordura e óleos estranhos” ao chocolate.

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