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Um terço dos alunos de gastronomia se desiludem com a profissão

É o que diz no site da FOLHA.COM

Achei o numero pouco expressivo, tudo bem que não tenho dados específicos sobre o assunto. Mas quando dava aula nas instituições de ensino em gastronomia, número da desilusão era imenso.

Primeiro pelo seguinte fato: as escolas de gastronomia de hoje estão focadas na formação não de um gastrônomo mas sim de um chefe de cozinha.

O aluno chega no curso crente que irá atuar em monte de lugares, visto que a gastronomia é um curso extremamente multidisciplinar. Porém ele encontra somente disciplinas e professores que lhe ensinam a dominar um fogão.

O segundo: que apesar da gastronomia se um curso muito multidisciplinar as próprias instituições as vezes não veem dessa forma e não mostram para o aluno a gama infinita de ramos que ele pode operar, alias mostra somente um: o segmento de restaurantes, basicamente sendo chefe deles.

Acredito que esse número só melhorará quando as instituições de ensino verem seus alunos da forma como o curso de gastronomia deve ser: um curso multidisciplinar

alunosdegastronomia

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Mousse de Chocolate Especial!!!

mousse de chocolate

Me perguntaram se eu poderia escrever uma receita de mousse de chocolate!!!

Claro que sim!!! Eu disse. Mas quando comecei a escrever vi que de tanto fazer no olho acabei me enrolando em transcrever a receita. Então acabei por refazer a receita a fim de deixar perfeita para vocês!!!

Apreciem, criem, transcrevam e deem suas sugestões.

Para começar, gostaria de explicar que existem dois tipos de Mousses: as cremosas e as aeradas.

As cremosas, não levam aeração!!!

As aeradas, como o nome diz, levam aeração. Normalmente, o aerador mais comum que utilizamos são as claras em neve. A quantidade de clara em neve irá influenciar diretamente no volume total da preparação, chegando até em alguns casos duplicar de volume.

 

Vamos a receita:

  • 400 gramas de chocolate meio amargo;
  • 150g de manteiga
  • 3 gemas
  • 4 claras em neve
  • 1l de creme de leite fresco

Preparo:

  • Picar todo o chocolate, colocar em um refratário de vidro junto com a manteiga;
  • Colocar para derreter em banho maria ou então colocar por 2 minutos (no máximo) no microondas;
  • Juntar as gemas ao chocolate e mexer por completo para homogeneizar o chocolate;
  • bater o creme de leite em ponto de chantilly;
  • Bater as claras em neve e reservar;
  • Misturar o creme de chantilly junto com o chocolate;
  • Adicionar as claras em cima da mistura, tomando muito cuidado para que não quebrem as claras em neves.
  • Colocar em potes individuais e deixar na geladeira até que endureçam.

Anvisa proíbe venda de 20 marcas de whey protein!!!

whey-protein

Suspensão vale para os lotes testados pela agência, que apresentaram irregularidades na quantidade de nutrientes informada nos rótulos

Veja a reportagem completa na Revista Veja

Os rótulos foram proibidos pois não declaravam exatamente a quantidade de proteínas que estava contidos nos rótulos e alguns deles também tinha produtos não declarados em sua rotulagem como: amido, milho e soja.

Para os que estão pouco se importando, vejam quanto vocês pagam com o whey protein da vida e façam uma comparação de quantos ovos conseguiriam comprar.

As marcas proibidas são:

Super Nitro Whey NO2 – American Line Suplementsproteina-soro-leite
3W – Fast Nutrition
Whey Protein Optimazer – Cyberform
Whey NO2 Pro Baunilha – Pro Corps
Whey NO2 Pro – Pro Corps
Whey 5W Pro – Pro Corps 
Ultra Pure Whey+ Isolate Whey – Nutrilatina Age Superior
Extreme Whey Protein sabor morango – Solaris
Extreme Whey Protein sabor baunilha – Solaris
100% Ultra Whey – Ultratech Supplements
Bio Whey Protein – Performance
Peter Food – Whey NO2 + Creatine
100% Whey Xtreme – Pharma
Super Whey 100% Pure – IntegralMedica
Super Whey 3W – IntegralMedica
Fisio Whey Concentrado NO2
Designer Whey Protein
Muscle Whey Proto NO2 – Neo Nutri
Whey Protein 3W – DNA Design Nutrição Avançada
Isolate Whey – Neo Nutri

Um pé de Que? Falará sobre o milho

Nessa quarta feira (19/02/2014), o programa Um Pé de Que? irá reprisar o episódio, onde falou sobre essa que é milho3a a planta mais cultivada no mundo.

Segue o resumo da programação:

Em 2013, o Um Pé de Quê? vai continuar falando de viajantes, sejam eles homens ou plantas. Vamos à região do Cariri, no Ceará, seguindo os passos da primeira expedição científica brasileira, capitaneada pelo médico e naturalista Francisco Freire Alemão, que tinha o objetivo de corrigir os erros dos naturalistas estrangeiros e, principalmente, mostrar ao mundo que o Brasil tinha capacidade de encabeçar pesquisas científicas. As espécies retratadas serão a UMBURANA Amburana cearensis, o ANGICO Anadenanthera colubrina e a JANAGUBA Himatanthus drasticus. E também vamos falar de plantas viajantes, que partiram de seus lugares de origem para hoje serem consideradas brasileiríssimas, como o mexicano MILHO (Zea mays) e a africana MELANCIA Citrullus lanatus.

Vale a pena assistir. Afinal é sobre comida que falamos e é sobre comida que vivemos e nada melhor que saber um pouco mais desse maravilhoso cereal que moveu e move até hoje nações.

Infelizmente em nossa atualidade as variedades de milhos estão ficando cada vez mais escassas. O que antes era uma profusão de cores e sabores, agora virou um mar de amarelo.

Segue uma resenha muito interessante sobre o milho tirada do blog E-Boca Livre de Carlos Alberto Dória

(não deixem de acessar seu site)

A comida do Setecentismo paulista

milho2Não bastaria dizer que aqui se encontrou o milho utilizado pelos tupi-guaranis e a sua adoção cumpriu o papel semelhante ao da mandioca em outros lugares. O importante é, como mostra Rafaela, compreender como o milho se constitui no principal mantimento, conquistando essa posição associado à exploração das minas, no século XVIII, e não antes, pois até o século XVII ele esteve restrito à agricultura de subsistência, sem ter valor comercial – enfim, ainda não se produzia milho predominantemente para os outros no século XVII.

Nesse particular, a autora entende que Sergio Buarque de Holanda usou informações do século XVIII e, “por conta do laconismo caracteristico da documentação seiscentista, acabou transpondo para o período anterior”. Ou seja, fez uma ilação, não uma constatação; fez história conjectural, não fatual. Para os historiadores, talvez este seja o ponto mais importante da tese de Rafaela. Não para nós, interessados no milho propriamente dito.

A centralidade do milho como mantimento do sertanismo, plantado nas rotas que levavam às minas, até mesmo por “comissões de frente” que os sertanistas mandavam ao sertão, decorre tanto da sua inserção anterior no sistema de vida dos tupi-guaranis como da rapidez e facilidade de seu cultivo. O milho, uma vez plantado no sistema de coivara, frutificava entre 3 e 6 meses, rendendo entre 80 e 400 vezes as sementes plantadas, dependendo da bondade da terra, já podendo ser consumido cru, assado ou cozido – dispensando a panificação. A mandioca, exige de 12 a 24 meses, é mais difícil de transportar mudas e de fazer farinha.

Um tempo de maturação tão curto e tamanho desempenho, com tanta simplicidade, bem explicam a adequação do milho ao sertanismo. E explicam que as referencias a este “mantimento” só comece a aparecer na documentação colonial quando ele ganha sentido econômico, indo além da “subsistência” para se converter em mercadoria, “pão de boca” para os que vão à procura das minas.

A mandioca, ao contrário, sabemos que consumia excessivo tempo até assumir formas úteis alimentares. Isso é tão relevante que o Pe. João Daniel, autor setecentista do famoso Tesouro Descoberto no máximo rio Amazonas, dedica o segundo volume da sua obra a argumentar as vantagens civilizatórias que adviriam da substituição, na Amazonia, da mandioca pelo milho, embora os indígenas da região recusassem esse alimento. Esta, porém, é outra questão.

Da canjica à farinha de milho

Voltando ao trabalho de Rafaela Basso, temos uma análise sutil da documentação, inclusive o esforço demilho1 entendimento dos “silêncios” decorrentes de o milho e as ferramentas relacionadas com a sua transformação (o pilão) não constarem, por exemplo, dos inventários e testamentos.

Inicialmente, no século XVII, a forma de incorporação do milho à dieta lusa será muito semelhante aos usos dos tupi-guaranis, com destaque para a canjica. Lê-se numa fonte: “ajuntando em um prato bananas, batatas, canjica e carne, que então lhe puseram na mesa, misturou tudo de sorte que a confusão dos sabores só podiam concordar em uma quinta essência de mortificação; e para que não faltasse a esta nova iguaria algum acepipe, lhe espremeu um limão, adubando também o azedo desta fruta àquele guisado”.

O milho simplesmente quebrado em diferentes texturas fornece da canjica ao fubá para o angu, passando pela quirera que se ministra aos animais. O pouco valor desse alimento advém justamente disso: alimento de escravos índios ou animais, à qual não se conforma a elite aportuguesada que prefere a farinha de mandioca, mais próxima dos ideias metropolitanos do pão branco.

Sustento parco e vil, rezando as mais das vezes feijão e canjica, guisado especial de São Paulo”, aproxima o colonizador do colonizado. Embora se cultive o trigo, a triticultura não consegue se impor. E teremos, ainda, uma especialização espacial, opondo o planalto à beira mar, “a zona da farinha de mandioca, abrangendo a vertente marítima, e a zona da farinha de milho, que se estende por toda a região de serra-acima”.

Mas a farinha de milho só aparecerá mesmo é no século XVIII, associada às expedições para as minas, como mantimento produzido para essa finalidade, incorporando novas tecnologias no preparo, como os monjolos trazidos de Portugal ou por aqui improvisados. “Lança-se o milho aos pilões a quebrar, e quebrado, que é o mesmo que tirar-lhe o casbabulho de fora, limpo dele, se deita de molho, por cinco ou seis dias em água fria, onde azeda alguma coisa. Passados estes dias, se tira e deita nos pilões, segunda vez, onde se soca, mói e desfaz, e dali tira e lança em uns fornos de cobre ou tachos, onde se torra e fica servido de alimento como pão”.

E desta farinha, que os índios já conheciam mas que adquire impulso econômico na fase da mineração e uso dos monjolos, “enquanto não é torrada se faz cuscuz que nas minas supre a falta do pão de trigo”.

A gastro-sociologia do milho

Talvez o aspecto mais interessante da tese de Rafaela Basso – além da reconstrução documental de um uso para o milho no século XVII e outro no século XVIII – seja o tratamento que dá à inserção do produto ameríndio na culinária dos conquistadores, portadores de uma cultura européia bem distinta.

Converge o milho para usos em ensopados e papas, como as preparações européias, gerando o angu de fubá, o curau, a pamonha… Mas a comida de escravos (angu) não é muito apreciada pelos reinóis; sendo que o milho bem se adapta aos bolos e outros doces e assados, penetrando por essa via na cozinha “branca” pelo receituário europeu. A farinha de milho, o verdadeiro pão da minas, escapará a essa dicotomia e, com feijão e toucinho, comporá o virado paulista, de larga e geral aceitação até hoje.

O gosto, validando uma hierarquia de usos e aceitação, consolida a incorporação do milho na dieta paulista, ao lado de outros produtos, como o trigo e a mandioca. Só ele, porém, favorece o sertanismo, possibilita a mobilidade que é a base da economia local, impondo-se pela praticidade frente à preferência pelo trigo, ou mesmo pela mandioca, ambos produtos mais ligados à vida sedentária das aglomerações urbanas.

A “cultura paulista do milho” que Rafaela procura retratar, se não corresponde exatamente à “civilização do milho” de Sergio Buarque de Holanda, não deixa de ser um refinamento da tese desse historiador, clareando como esse “produto básico e indispensável para a cozinha de São Paulo” fez de um cereal indígena uma conquista definitiva para a civilização ocidental em expansão.

Estudos monográficos como esse, que surgem aqui e ali, desvinculados de qualquer programa sistemático de investigação sobre a culinária, que as nossas universidades deveriam patrocinar, adquirem, por isso mesmo, um valor tremendo. Só através da acumulação deles poderemos, algum dia, parar de papaguear os clássicos.

Empresas que vendem produtos Integrais terão de ser mais transparentes!!!

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Finamente, uma ação pública para deixar a “casa” dos produtos industrializados no Brasil um pouco mais arrumada.

As empresas fabricantes de pão integral, terão até 180 dias para colocar a porcentagem de farinha integral em suas embalagens.

Tal motivação surgiu de promotor Pedro Rubim, da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e do Consumidor do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), onde foram observadas diversas denuncias sobre consumidores questionando a quantidade de farinha integral dentro da formulação de seus pães. Eu inclusive já tentei diversas vezes com as marcas supracitadas no artigo e jamais me deram uma resposta exata da quantidade, sempre diziam que tal formulação era segredo devido a receita do produto, tudo isso para mim é desculpa muito das esfarrapadas.

Infelizmente, as empresas se baseiam em uma resolução, a  263/2055, que regulamenta produtos à base de cereais, amidos e fatinhas , realmente, não estabelece quantias mínimas para alegação de que o produto é integral. “Dessa forma, se o produto utiliza qualquer quantidade de farinha integral em sua composição, a rotulagem alegará que há farinha integral em sua formulação”, explica a nota da reguladora.

A questão tomou tanta relevância que já tramita no Congresso Nacional o projeto de lei 5.081/2013, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD/SC), que estabelece que para se intitular integral, o produto terá que apresentar em sua composição mais de 51% de grão integrais. O projeto já passou pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e Comércio da Câmara dos Deputados, onde teve parecer favorável e ganhou um substitutivo, inclusive com acréscimo sugeridos pela Anvisa, como a ampliação dos parâmetros a outros produtos integrais como bolos, biscoitos, macarrão e até as próprias farinhas. A reguladora também sugere que a lei preveja uma punição por descumprimento. Agora o texto está na Comissão de Defesa do Consumidor, explica o autor do projeto Agostini.

Vamos ver se as empresas cumprem com o prometido!!!

Agora foi a vez dos Supermercados Zona Sul – PROCON mais uma vez!!!

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Se a Fiscalização sanitária não ajuda, ao meno o PROCON tem estado bastante ocupado no Rio de Janeiro.

O que eu fico mais impressionado é o balanço final da operação. Os números são astronomicamente, jesus cristo carne vencida desde setembro e em Copacabana teve somente 180kg de carne apreendida de uma só vez. Em destaque para os:

4 – Leme (Avenida Atlântica, 866): 72kg de carne moída industrializada Friboi. Venda suspensa.

5 – Copacabana (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1369): 21kg e 600g de carne moída Marfrig.

6 – Humaitá (Rua Humaitá, 110): 32 bandejas (600g) de carne moída Marfrig, 38 bandejas (500g) de carne moída Friboi. Produtos retirados da área de vendas devendo-se dar outra destinação que não seja a venda ao consumidor.

7 – Copacabana (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1200): 65kg de carne moída Friboi e 60kg de carne moída Marfrig.

8 – Flamengo (Rua Senador Vergueiro, 51): 25kg de carne vencida em setembro de 2013, 124kg de carne e 21kg e 730g de pão congelado sem especificação, 16 bandejas (500g) de carne moída Friboi destinadas a outro fim que não seja a venda ao consumidor.

9 – Botafogo (Rua Arnaldo Quintela, 70): 25kg e 900g de carne moída embalada.

14 – Leblon (Rua Bartolomeu Mitre, 705): 34kg e 580g de carne moída na área de venda.

16 – Leblon (Rua Carlos Góis, 344): 30kg de carne moída Marfrig para devolução ao fabricante.

17 – Copacabana (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 591): 180kg de carne moída Friboi.

19 – Ipanema (Rua Prudente de Moraes, 49): 87kg e 960g de alimentos vencidos entre carne bovina, queijos e cream cheese. Máquina de moer interditada.

 

 

 

Segue a Notícia na integra:

Procon Estadual recolhe mais de uma tonelada de produtos impróprios no supermercado Zona Sul

ASecretariade Estado de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), através do Procon Estadual, realizou nesta terça-feira (28/01) uma fiscalização, em conjunto com a Secretariade Estado de Fazenda, nas filiais da rede de supermercado Zona Sul. No total, a operação vistoriou 28 estabelecimentos, dos quais o Procon Estadual autuou 20,zonasul2 que serão multados. Desses, 17 cometiam uma irregularidade em comum: a venda de carne previamente moída – o que é proibido no estado do Rio. Foram recolhidos pela fiscalização mais de uma tonelada de produtos impróprios para consumo, dos quais 822kg eram de carne moída.

O objetivo da ação conjunta foi identificar redes de varejo que estejam com produtos vencidos, infligindo o Código de Defesa do Consumidor e praticando sonegação fiscal.

No Leblon, na filial da Dias Ferreira, os fiscais encontraram 9kg e 695g de carne esverdeada no local onde ficam as que serão moídas. Também foram recolhidos no estabelecimento 28kg e 176g de pastas diversas e 3kg e 40g de muçarela de búfala vencidos, além de 1kg e 492g de manjuba e 8kg e 695g de camarão sem identificação do prazo de validade.

Em um das filiais do Flamengo, na Rua Senador Vergueiro, foram recolhidos 25kg de carne vencida em setembro de 2013. Os fiscais também encontraram 124kg de carne e 21kg e 730g de pão congelado sem especificação do prazo de validade, além de 16 bandejas (500g cada) de carne moída industrializada. Mesmo carne moída industrializada, por lei, não pode ser comercializada no estado do Rio. Em 12 dos supermercados autuados os fiscais identificaram a existência de carne que já vem moída industrializada e terão de ser devolvidas aos produtores.

As filiais do Supermercado Zona Sul que não apresentaram irregularidades foram as seguintes: três em Copacabana (Avenida Rainha Elisabeth, Avenida Nossa Senhora de Copacabana e Rua Francisco Sá), Jardim Botânico (Rua Pacheco Leão, 16), Recreio (Avenida das Américas, 16237), Gávea (Avenida Rodrigo Otávio, 269), Parque das Rosas (Avenida das Américas, 3665) e Olaria (Avenida Brasil, 9561).

“Fizemos a primeira fiscalização deles quando rebemos uma denúncia em maio do ano passado. Encontramos na ocasião carne podre sendo reprocessada e colocada à venda de novo. Nada mudou, continuam fazendo a mesma coisa. Eles não aprendem. O caso do Supermercado Zona Sul não é mais de defesa do consumidor, mas de polícia”, declarou a secretária de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos.

Balanço da Operação “Somando Forças”:

1 – Botafogo (Rua Bambina, 36): 9kg e 600g de carne moída em estoque; 1kg e 200g de lombo canadense, 27kg de farinha de rosca e 6kg de linguiça calabresa vencidos.

2 – Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico, 81): 50 bandejas (500g) de carne moída Friboi na câmara de resfriamento. Os produtos devem ter outro destino que não seja a venda ao consumidor nesse estado.

3 – São Conrado (Estrada da Gávea, 870): 84kg de carne moída industrializada Friboi, 3kg e 92g de bacalhau do porto sem as devidas especificações, produtos e bebidas diversas armazenados em contato direto com o chão do estabelecimento.

4 – Leme (Avenida Atlântica, 866): 72kg de carne moída industrializada Friboi. Venda suspensa.

5 – Copacabana (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1369): 21kg e 600g de carne moída Marfrig.

6 – Humaitá (Rua Humaitá, 110): 32 bandejas (600g) de carne moída Marfrig, 38 bandejas (500g) de carne moída Friboi. Produtos retirados da área de vendas devendo-se dar outra destinação que não seja a venda ao consumidor.

7 – Copacabana (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1200): 65kg de carne moída Friboi e 60kg de carne moída Marfrig.

8 – Flamengo (Rua Senador Vergueiro, 51): 25kg de carne vencida em setembro de 2013, 124kg de carne e 21kg e 730g de pão congelado sem especificação, 16 bandejas (500g) de carne moída Friboi destinadas a outro fim que não seja a venda ao consumidor.

9 – Botafogo (Rua Arnaldo Quintela, 70): 25kg e 900g de carne moída embalada.

10 – Leblon (Rua General Artigas, 325): 532g de sobra coxa vencidos e 61kg e 500g de carne moída Friboi.

11 – Leblon (Rua Dias Ferreira, 290): 9kg e 695g de carne com aspecto ruim e cor esverdeada perto da máquina de moer, 1kg e 492g de manjuba e 8kg e 695g de camarão sem identificação, 28kg e 176g de pastas diversas e 3kg e 40g de muçarela de búfala vencidos.

12 – Flamengo (Rua Marquês de Abrantes, 181): 5kg e 316g de carne vencidos, 2kg e 800g de carpaccio com embalagem violada, 14kg e 240g de carne sem especificação e 20 bandejas (500g) de carne moída Friboi que deve ser destinado a outro fim que não seja a venda para os consumidores.

13 – Urca (Rua Marechal Cantuária, 178): 6 embalagens (400g) de polpetone de carne acompanhado de risoto gourmet vencidos e 56kg e 845g de carne moída embalada.

14 – Leblon (Rua Bartolomeu Mitre, 705): 34kg e 580g de carne moída na área de venda.

15 – Laranjeiras (Rua Esteves Júnior, 36): 5kg e 276g de carne vencida, 81 bandejas (500g) de carne moída Friboi.

16 – Leblon (Rua Carlos Góis, 344): 30kg de carne moída Marfrig para devolução ao fabricante.

17 – Copacabana (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 591): 180kg de carne moída Friboi.

18 – Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 504): 2kg de pastas vencidas e 3kg de pães sem informação. Máquina de moer interditada.

19 – Ipanema (Rua Prudente de Moraes, 49): 87kg e 960g de alimentos vencidos entre carne bovina, queijos e cream cheese. Máquina de moer interditada.

20 – Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 118): 11kg e 392g de queijos, truta e salmão vencidos; 1kg e 650g de salame e blanquet sem informação e 10kg e 45g de produtos embalados que seriam, aparentemente, revalidados. Máquina de moer interditada.

PROCON “Ataca” novamente!!! Prende gerente do Prezunic

No meio a tanta desordem que anda acontecendo no Rio de Janeiro, um órgão o PROCON não está dando folga para os que não gostam de andar na linha.

Para a nossa alegria, pois já estamos sufocados de tantos inescrupulosidade no setor de alimentos no Rio de Janeiro. Alias não só no Rio mas em todo o Brasil o descaso é uma constante. Alimentação é coisa séria e deve ser tratada com respeito!!!

Segue a reportagem:

Procon-RJ encaminha gerente do Prezunic à Delegacia do Consumidor por esconder carne moída

16.01.2014 – 20:17

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Em nova edição da Operação Boi Ralado, realizada nesta quinta-feira (16/01), a Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), através do Procon-RJ, vistoriou filiais do Supermercado Prezunic na cidade do Rio com o objetivo de identificar estabelecimentos que comercializam carne previamente moída, o queé proibido no estado. Os fiscais do Procon-RJ conduziram o gerente da filial de Bonsucesso à Delegacia do Consumidor para prestar depoimento por tentar esconder da fiscalização 13,5kg de carne moída. Ao todo, 11 filiais foram autuadas e serão multadas. Na ação foram recolhidos e descartados 410kg e 640g de produtos impróprios para consumo. Desses, 101kg e 340g eram de carne previamente moída.

Na filial de Bonsucesso, os fiscais encontraram a carne moída escondida dentro de embalagens de outras carnes no frigorífico. Além da carne moída, os fiscais recolheram 43kg de carne vencida. Os fiscais interditaram a máquina de moer carne na mais recente filial do Recreio dos Bandeirantes e no Campinho, por estarem localizadas num local em que os consumidores não podem vê-las. E, pelo Decreto Estadual 6538/83, acarnesó pode sermoídana hora da compra e na presença do consumidor. Elas só voltarão a ser utilizadas quando estiverem num local que possam ser vistas pelos clientes.

A filial da Ilha do Governador foi a que teve maior quantidade de produto recolhido: 129kg de pedaços de carne sem Procon1 (1)informação do seu prazo de validade. O gerente informou que essa carne seria descartada, mas se encontrava localizada em local impróprio; ao lado da máquina de moer, que estava com restos de carne moída. No Engenho Novo, a fiscalização encontrou 41kg de carnes que já vieram moídas do fornecedor, o que também contraria as normas do Decreto Estadual 6538/83. Os fiscais orientaram os responsáveis pelo estabelecimento a devolver os pacotes para o fabricante.

Além das 11 filiais autuadas que serão multadas, os fiscais vistoriaram mais seis que não apresentaram irregularidades: Pechincha, Freguesia (Jacarepaguá), Méier, Padre Miguel, Olaria e a antiga filial de Recreio dos Bandeirantes.

Balanço da Operação Boi Ralado:

1 – Itaoca: 43kg de carne vencida e 13kg e 500g de carne moída escondidos no meio das caixas de outras carne da câmara frigorífica com o intuito de iludir os fiscais. O gerente foi encaminhado para a delegacia de polícia especializada (Decon);

2 – Nova Loja Recreio: 658g de carne moída em estoque; 17kg e 530g de carne bovina sem informação. Máquina de moer interditada até que se providencie uma maneira do consumidor ver o procedimento;

3 – Campinho: 32kg de carne moída em estoque e 37kg e 500g de carne sem especificação encontrados no açougue. Máquina de moer interditada;

4 – Ilha do Governador: 129kg de pedaços de carne sem informação ao lado da máquina de moer que estava com restos de carne moída. Segundo o gerente, tal carne estava reservada para descarte, apesar de não estar em local apropriado;

5 – Realengo: 3kg e 700g de tremoços, cereja e bacon vencidos; 8kg e 900g de lasanha, frango e linguiça impróprios para consumo por estarem com a embalagem violada e aparência ruim e 4kg e 500g de carne moída em estoque;

6 – Vista Alegre: 22kg de carne moída em estoque;

7 – Penha: 22kg e 800g de carne moída em estoque;

8 – Cachambi: 35kg de diversas carnes, 1kg de queijo prato e 1kg de salaminho sem especificação encontrados na câmara frigorífica;

9 – Engenho Novo: 26kg e 500g de frango moído e 14kg e 500g de carne moída, ambos da marca Rica, que serão devolvidos ao fabricante. As carnes do supermercado estão sendo moídas somente na presença do consumidor;

10 – Cidade de Deus: 22kg e 500g de linguiça portuguesa vencidos; 3kg e 580g de queijo parmesão visivelmente mofado e 6kg e 590g de queijo prato e linguiça portuguesa sem especificação;

11 – Guadalupe: 5kg e 884g de carne moída em estoque.