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O que é saudável?

Queridos leitores, resgato um texto relativamente antigo sobre um questionamento que me fizeram sobre o que é uma comida saudável. Do questionamento, surgiu um pequeno resumo. O tempo passou e acabei perdendo o texto e por acaso resgatei revirando antigos papéis. Estejam a vontade para: comentar, contextualizar e discutir pois tudo que foi escrito é abordado pela minha ótica do que é o alimento.


O que é saudável????

Acho que nem sei por onde começar a escrever. E na verdade se fosse escrever algo sobre o assunto, teria que no mínimo fazer um livro somente sobre o assunto; então, segue um pequeno resumo.

COMIDA, É COMIDA!!!
A Comida, não é saudável ou não saudável.

A comida, não possui rótulos.
O alimento, foi elaborado na natureza com um propósito maior: no qual pegamos e o transformamos em comida. Comida essa, que terá a função mór de nos prover energia.

Então entenda que: alimento e comida são concepções diferentes.

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O alimento, é aquele gerado pela “mãe natureza” e que em suas condições normais qualquer ser vivo possa usar ele em sua forma básica para se alimentar. É livre de qualquer transformação.

A comida, ela é obtida por meio da transformação do alimento. Ela simplesmente é um veículo facilitador na alimentação.

E onde está o saudável???
Em LUGAR ALGUM, POIS SAUDÁVEL NÃO É UM PRATO!!
Saudável é um hábito ele não deve ser colocado em voga em um prato, pois você não pode colocar juízo de valores sobre seu prato…

O juízo de valor é colocado por nós quando vemos um prato. De antemão, dever-se-íamos considerar um CRIME chamar uma preparação X ou Y de saudável, porque a contextualização dela foi feito por NÓS e muito mais a nível sociológico do que necessariamente, ajuizar se as respectivas preparação são realmente saudáveis.

Dessa forma, ao considerarmos arroz integral como saudável, e prospectamos esse “lindo” conceito adiante. Antagonicamente, podemos dizer que o arroz braco não é saudável!

alimentacao

Afinal se você ajuizou que um é saudável, deve-se existir um antagônico para a sua teoria!

Então pega-se esse mesmo arroz branco que foi ajuizado como sendo não saudável e ofereça-o à um mendigo. Porém, antes de oferecê-lo rotule para esse indivíduo, sobre todas as questões que envolvem uma comida saudável que ele irá te responder com a seguinte forma: “moça eu tenho fome…”

Portanto a contextualização sobre ser ou não ser saudável é muito mais antropológico do que necessariamente uma ajuizamento de valores sobre um determinado produto. Seja esse ajuizamento de caráter individual ou coletivo.

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Então, eu não posso ajuizar um valor à uma preparação sem antes colocar em um contexto histórico-sócio-cultural. Caso contrário estarei sendo altamente PRÉ-CONCEITUOSO com o alimento que não tem nada haver com essa história.

Afinal o Arroz branco não brotou do nada. Ele foi plantado de forma integral e depois “beneficiado” pelo HOMEM. E que depois de ser colocado um monte de quinoa, chia ou qualquer outro ingrediente da moda, será vendido pelo alcunha de saudável.

Refutar a técnica para explicar o saudável o maior erro de história pois infelizmente caio no erro do paradoxo que irei explicar logo abaixo.
Falar que os meus legumes feitos no vapor são saudáveis, porque foram feitos a partir dessa técnica. É rejeitar a ideia que o mesmo arroz branco condenado e ojerizado como não saudável, POSSA SER FEITO NO VAPOR.
ENTÃO ORA, COMO EU POSSO ALEGAR QUE LEGUMES FEITOS NO VAPOR SÃO SAUDÁVEIS E UM ARROZ BRANCO FEITO PELA MESMA TÉCNICA NÃO?

Há de se contextualizar que o arroz integral (saudável) possui mais nutrientes que o arroz branco (não saudável), porém o paradoxo me permite fazer um arroz com legumes no VAPOR, possuindo tantos valores nutritivos quanto o arroz integral (ou até mais se formos calcular). Ou seja, agora o arroz branco não saudável, torna-se saudável?

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Outros exemplos poder ser feitos que se contextualizados, entrarão na lei dos paradoxos, na qual não se consegue explicar uma coisa por outra.

Então o que é o saudável??? O saudável É NECESSARIAMENTE UM HÁBITO QUE NÃO É SOMENTE ALIMENTAR, MAS SIM UM HÁBITO DE VIDA!!!

Chamar um prato de saudável é fazer dessa toda alienação, uma grande jogada de marketing…

Ao exemplo acima do arroz integral, escolha ele não porque ele é mais saudável mas sim por que ao consumi-lo você engloba diversos aspectos dentre eles:

  • produzem menos lixo, pois suas cascas não são descartadas no meio ambiente;
  • gastam menos energia para serem beneficiados, pois não necessitam de tanto beneficiamento;
  • são ingeridos na sua forma integral que foram produzidos tornando-os mais íntegros;
  • por serem integrais seu sabor é incrivelmente diferente dos beneficiados tornando-os diferenciados.

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Porém, independente se você consome ou não arroz integral e, independente do motivo. Procure: não rotular as coisas, preocupe-se com o lixo que você produz e os lixos que você consome (lembre-se que uma embalagem de arroz seja ele integral ou branco será lixo da mesma forma); mova-se mais e quando possível, use menos energia elétrica e mais energia de nosso próprio corpo; use menos industrializados seja eles rotulados como saudável ou não e faça mais comida caseira; e sobretudo tenham hábitos saudáveis.

Flavonoides do cacau podem reverter o declínio de memória relacionado à idade

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O autor da matéria a Nutricionista Dr. Alweyd Tesser, escreveu uma reportagem muito interessante publicada na revista Nutritotal

Devemos aumentar o consumo de Flavonoides em nossa dieta, pois eles trazem benefícios importantíssimos para o nosso organismo, tal como: prevenção de doenças e riscos cardíacos.

Mas lembrando que quando falamos flavonoides do cacau, não estou me referindo ao chocolate de cada dia, mas sim ao cacau moído. Apesar de o chocolate amargo e meio amargo possuírem quantidades significativas de cacau, nada melhor que o somente do fruto moído para potencializar o consumo desses flavonoides.

E porque não, trocarmos o açucarado Nescau e Toddy do dia a dia pelo bom e gostoso sabor do cacau?

É rico em flavonoides, você adoça da maneira que desejar, mais barato, mais saboroso e muito mais SAUDÁVEL

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Segue na integra:

Um estudo publicado na revista Nature Neuroscience estabeleceu que uma disfunção no giro denteado (faixa de substância cinzenta situada entre a fimbria do hipocampo e o giro para-hipocampal) pode ser carreadora do declínio cognitivo relacionado à idade, e que uma intervenção com altas doses de flavonoides do cacau é capaz de reverter esse quadro.
 
Para a primeira parte do estudo, a equipe desenvolveu um Ensaio de Retenção Visual, denominado ModBent, que determinou que o giro denteado (GD) está envolvido na separação padrão de objetos visualmente semelhantes e um exame de ressonância magnética funcional (fMRI), que utilizou a técnica funcional realce de contraste em estado estacionário para criar mapas do hipocampo através do volume sanguíneo cerebral isolado (CBV). Isso permitiu que os dados fossem combinados numa imagem tridimensional, ao invés de ser em fatias. 
Em uma série de experimentos com voluntários saudáveis, os pesquisadores foram capazes de confirmar que o desempenho das funções cognitivas diminuiu com o envelhecimento normal e que a região responsável pelo desempenho dessas funções fica no hipocampo, mais especificamente no GD.
 
Na segunda parte do estudo, 41 indivíduos saudáveis, mas sedentários, com idades entre 50-69 anos, foram aleatoriamente designados para dois grupos. O grupo intervenção 1 (I1) recebeu uma alta dose de flavonoides de cacau (900 mg/dia) e (-)-epicatequina (138 mg/dia), com ou sem exercício aeróbico. O grupo intervenção 2 (I2) recebeu uma baixa dose de flavonoides de cacau (10 mg/dia) e (-)-epicatequina (<2 mg/dia), com ou sem exercício aeróbico. A dieta foi elaborada exclusivamente para o estudo, utilizando um processo patenteado para extrair flavonois de cacau e foi administrado por três meses e os testes neurológicos (fMRI e ModBent) foram realizados antes e depois da intervenção.
 
Os autores afirmam que, de forma inesperada, os exercícios não tiveram impacto sobre os resultados. A análise do exame de ModBent revelou que, independente do exercício, o desempenho melhorou significativamente entre indivíduos aleatoriamente designados para o grupo I1, em um tempo de reação de 1,997 ms vs 2627 ms no grupo I2 (P = 0,038). A intervenção I1 foi associada a uma melhoria do desempenho cognitivo médio de 630 ms.
 
Indivíduos do grupo I1 também tiveram um aumento significativo na CBV em comparação com os indivíduos I2. Este aumento foi associado com mudanças no desempenho no ModBent. 
 
Os autores ressaltam que o estudo não se trata do consumo de chocolate, apesar de terem usado um derivado do cacau, e afirmam que o nutricionista é essencial para pensar em uma combinação de legumes, chás e fontes desses flavonoides que podem ser eficazes para alcançar tais resultados.