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A dieta dos fungos!!! Você conhece? O que está por trás da reportagem!!!

cogumelo

Saiu esse domingo (17/11/2013) no Jornal O Globo uma grande e perigosa armadilha de reportagem. É a dieta M (Mushroom Diet).

Não tenho nenhum problema em recomendar fungos para uma variação no cardápio, mas acho um crime se utilizar de poucas informações e veicular uma dieta desse tipo.

O plano é simples: basta substituir toda a carne de origem animal por cogumelos. E ainda por cima, passam informações dúbias ao leitor. Como o pequeno trecho que mostro abaixo:

“Com baixo teor calórico e boa quantidade de proteínas, o cogumelo virou estrela do cardápio como substituto da carne. Enquanto cem gramas de bife têm cerca de 200 calorias e 13 gramas de gordura, a mesma quantidade de cogumelos tem 33 calorias e menos de um grama de gordura.” 

Nesse pequeno trecho que considero um dos mais perigosos de todos, demonstra a crueldade de como os fatos podem ser repassados de uma forma distorcida.

Em cem gramas de bife como fora dito, temos aproximadamente 20 gramas de proteína. Em contrapartida, nos mesmo cem gramas de cogumelos temos apenas 4 gramas de proteínas.

Então para conseguirmos comer a mesma quantidade de proteína que temos em 100 gramas de bife, necessitaríamos comer “apenas” 500 gramas de cogumelos frescos

Abaixo segue uma tabela com a composição nutricional e comparação dos cogumelos com diferentes alimentos.

Dispoível no site: Cogumelos Online

Comparativo de Valores Nutricionais (100 g de cada produto)
Alimento
Calorias
Proteínas(g)
Lipídios(g)
Glicídios(g)
Fósforo(mg)
Cálcio(g)
Ferro(mg)
Cogumelos
43
4
0,3
5
130
25
1
Carne Magra
170
20
10
200
10
3
Peixe magro
77
17
1
250
60
1
Leite de vaca
70
3,5
4
5
90
120
0,1
Queijo
400
28
30
4
500
700
0,5
Alface
30
1,3
0,2
2,9
34
43
1,3
Batata
75
1,8
0,1
17,9
40
6
0,8

Considerando que:

  • uma pessoa normal precisa entre 60 e 75 gramas de proteínas diárias
  • que utilizemos 50%  das necessidades diárias de proteínas advinda dos fungo (afinal é uma dieta a base de proteína de cogumelos).

Precisaremos em torno de 30 a 37 gramas por dia de Proteína advinda de fungos, o que nos leva a um cálculo de APENAS 750 a 950 gramas de cogumelos frescos por dia.

HAJA COGUMELOS NA GELADEIRA!!!

Não sou contra a uma alimentação sem produtos de origem animal, e não estou aqui indagando as funcionalidades deles. Mas, acho um completo absurdo vincular proteínas de cogumelos como base de nosso cardápio.

Eles, sim, podem ser utilizados como complemento, mas jamais da forma veiculada.

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Vergonha!!! Azeite de oliva somente no rótulo.

azeite extra virgem

CUIDADO COM O AZEITE QUE VOCÊ CONSOME!!!

A PROTESTE, anunciou no dia 31/10/2013 testes realizados em diversas marcas de azeites extra virgem vendidos no Brasil. O resultado, é uma vergonha por completo.

E parece que o problema não atinge somente o Brasil. Recentemente nos Estados Unidos, o UCDavis Olive Center obtiveram análises semelhantes. Onde 73% das marcas vendidas no estado da Califórnia, falharam no teste de análise sensorial estabelecido pela IOC (International Olive Oil Counsil) 

 

Na análise sensorial, apenas oito marcas tinham qualidade de azeite extravirgem de acordo com os especialistas. Entre as outras, sete alcançaram defeitos que, pela legislação, as caracterizavam como azeites virgens. São elas:

  • Borges
  • Carbonell
  • Beirão
  • Gallo
  • La Espanhola
  • Pramesa
  • Serrata

As quatro marcas com problemas de fraude foram também consideradas, pela análise sensorial, como azeites lampantes. São elas:

  • Tradição
  • Quinta da Aldeia
  • Figueira da Foz
  • Vila Real

Dentre as marcas, quatro sequer podem ser consideradas azeites, e sim misturas de óleos refinados. São elas:

  • Figueira da Foz
  • Tradição
  • Quinta d’Aldeia
  • Vila Real

 

O produto que recebeu a avaliação de melhor do teste foi o Olivas do Sul, que foi o melhor produto na análise sensorial, o seu valor varia de R$ 19,76 a R$ 23,90. 

E, o produto que recebeu a avaliação de escolha certa foi da marca Carrefour que também teve um bom desempenho geral no teste e seu valor varia entre R$ 7,69 e R$ 15,29.análise sensorial, o seu valor varia de R$ 19,76 a R$ 23,90.

 

 

As propriedades antioxidantes do azeite de oliva são o principal atrativo do produto, devido ao efeito benéfico à saúde. Mas para que o azeite mantenha suas características, é importante que ele não seja misturado a outras substâncias. Os quatro produtos declassificados pela entidade são, na verdade, uma mistura de óleos refinados, com adição de outros óleos e gorduras. Em diversos parâmetros de análise, essas marcas apresentaram valores que não estão de acordo com a legislação vigente. Os testes realizados indicaram que os produtos não só apresentam falta de qualidade, como também apontaram a adição de óleos de sementes de oleaginosas, o que caracteriza a fraude.

Outros sete não chegam a cometer fraude como esses, mas também não podem ser vendidos como extravirgens. A entidade ressalta que o consumidor paga mais caro, acreditando estar comprando o melhor tipo de azeite e leva para casa um produto de qualidade inferior.

É considerado fraude o produto vendido fora das especificações estabelecidas por lei. Para as análises, foram considerados parâmetros físico-químicos para detectar possíveis adulterações: espectrofotometria (presença de óleos refinados); quantidade de ceras, estigmastadieno, eritrodiol e uvaol (adição de óleos obtidos por extração com solventes); composição em ácidos graxos e esteróis (adição e identificação de outros óleos e gorduras); isômeros transoleicos, translinoleicos, translinolênicos e ECN42 (adição de outras gorduras vegetais).

A entidade vai notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura, exigindo fiscalização mais eficiente. Nos três testes anteriores foram detectados problemas. Em 2002, foram avaliados os virgens tradicionais e foi encontrada fraude. Em 2007, a situação se repetiu com os extravirgens. Em 2009, uma marca que dizia ser extravirgem não correspondia à classificação. Para a Proteste, isso demonstra que os fabricantes ainda não são alvos da fiscalização necessária.

A reportagem procurou os quatro fabricantes dos óleos desclassificados. A importadora do óleo Quinta d’Aldeia não possuía porta-voz imediatamente disponível para comentar o assunto. As outras três marcas não tiveram representantes localizados.

ESSE POST DISPENSA QUALQUER COMENTÁRIO

EUA podem banir gorduras trans por riscos à saúde

gordura trans

Enquanto isso no Brasil, ainda estamos brigando pela restrição do seu uso…

Na alimentação essa gordura é responsável pelos seguintes benefícios:

  • aumentar a crocância dos alimentos;
  • aumentar a palabilidade;
  • aumentar a vida de prateleira dos alimentos;

Em contrapartida é uma das gorduras mais nocivas para o homem;

Veja  na reportagem na integra 

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07/11/2013 – 12h51

EUA podem banir gorduras trans por riscos à saúde

PUBLICIDADE DO “NEW YORK TIMES” DE SÃO PAULO

A FDA (agência que regula alimentos e remédios nos EUA) sugeriu ontem uma nova regra que pode eliminar as gorduras trans adicionadas a alimentos naquele país.

A proposta, que ficará em consulta pública por 60 dias, afirma que os óleos parcialmente hidrogenados que dão origem às trans não sejam mais reconhecidos como seguros. As empresas teriam que provar a segurança da substância –o que seria difícil, já que isso contraria as conclusões de estudos publicados nas últimas décadas.

Margaret Hamburg, da FDA, diz que a medida pode evitar 20 mil infartos e 7.000 mortes por ano nos EUA, onde o consumo de gorduras trans já tem caído. Cadeias de fast food já pararam de usá-las em frituras, por exemplo.

No Brasil, as trans não são proibidas, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda que a ingestão máxima seja de 2 gramas por dia.

A agência também controla o uso de alegações “zero trans” nas embalagens de produtos. Hoje, alimentos que declaram ser livres de gordura trans podem ter no máximo 0,2 g por porção.

Mas, a partir de 2014, o produto deve ter no máximo 0,1 g de gordura trans por porção para ser considerado “livre”.

Desde 2008, acordos fechados entre o Ministério da Saúde e a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) levaram a uma redução dos teores de gorduras trans na comida pronta.

De acordo com a meta, as trans poderiam responder por 5% do total de gorduras em alimentos industrializados ou a 2% em óleos e margarinas. Segundo a Abia, 95% das empresas associadas cumpriram essa diretriz.

“Se essa proibição dos EUA valesse no Brasil, o impacto seria pequeno. Mas qualquer medida extrema não é muito boa”, afirma Edmundo Klotz, presidente da Abia.

RISCOS

As gorduras trans começaram a ser usadas nos anos 50, em substituição à gordura de origem animal e para aumentar a durabilidade dos produtos. O problema é que não bastava trocar a banha pelos óleos vegetais, que são líquidos à temperatura ambiente e não dão a mesma crocância e aparência aos alimentos como a gordura animal.

Foram criados processos de hidrogenação dos óleos que os tornam sólidos em temperatura ambiente. Como explica a nutricionista Ana Maria Lottenberg, do laboratório de lípides da Faculdade de Medicina da USP, a hidrogenação parcial dos óleos vegetais dá origem às trans.

De acordo com cardiologista Raul Santos Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP, as gorduras trans têm um efeito nocivo sobre os níveis de colesterol: aumentam o LDL (que contribui com a aterosclerose) e reduzem os níveis do HDL, que “limpa” o colesterol dos vasos e o leva para o fígado.

O cardiologista Daniel Magnoni, diretor de nutrição do Instituto Dante Pazzanese, diz que a gordura trans impede a degradação do LDL no fígado. “O impacto maior é nos jovens, que consomem muita comida pronta. Podemos ver aumento das doenças cardíacas no futuro.”

Outro problema, segundo Santos, é o que está no lugar da gordura trans: óleo de palma e gordura interesterificada –originada de outro processo industrial que modifica a estrutura de óleos vegetais para torná-los sólidos.

Lottenberg diz que, até agora, é difícil saber qual será o impacto na saúde do uso desse tipo de gordura, produzida a partir de óleo de palma, na maioria dos casos. “Estamos fazendo um trabalho grande sobre isso na Faculdade de Medicina”

Ela lembra que, apesar dos acordos feitos pela indústria, ainda é comum achar produtos com trans no mercado, em especial biscoitos. “E não é porque algo é livre de trans que é saudável. O alimento pode ser muito calórico e ter muita gordura saturada.”

A Gastronomia sobre Rodas. São os “Food Trucks”

A gastronomia sempre se reinventando, mas nem tanto…

Apesar da notícia ser nova nos Estados Unidos, para mim, jamais representou novidade. Visto que aqui já existem nossos “trailers ambulantes” há muitos anos.

“O mais engraçado disso tudo, é que: comida de rua no Brasil nunca foi novidade, mas quando a mídia anuncia que um determinado chef ou um restaurante famoso irá montar um trailer em um determinado local, é tanto alvoroço dando a entender que é uma grande novidade.”

Apesar de a legislação sanitária ser igual para todos, na prática não é isso que acontece. Para mim, o que parece é que a fiscalização nesse segmento sempre deixa a desejar. Principalmente nas festas ditas como: Gastronomia de Rua, que vêm explodindo nas grandes cidades.

Aliás, se fôssemos seguir à risca no Brasil, não poderia existir nenhum Trailer de alimentação por ocasião de nossa legislação. Mas isso é outra história.

Discordando um pouco do que o dono do restaurante falou, a concorrência em gastronomia é controvérsia. Acredito em más propostas para diferentes públicos.

Quando um estabelecimento vai mal e o da esquina vai bem, devemos antes de tudo avaliar se estamos fazendo algo de errado.

Bom, a gastronomia é vasta o suficiente para que todos possam trabalhar, basta atuar de maneira certa e para o público certo, usando sempre da estratégia e do marketing na medida certa.

As extravagâncias das redes Fast Food – SUBWAY

A reportagem saiu na Folha de são Paulo

Mais um ato de vandalismo contra o consumidor. Nas fotos que seguem, é nítido o desrespeito e descaso com a alimentação dentro das redes de “fast food”. Tá certo que existem sim muita empresa idônea no mercado até mesmo gerentes regionais que fazem um trabalho exemplar. Mas a cada dia que passa, vejo mais notícias como essa onde o descaso com o consumidor impera. Sendo impressionante a quantidade de notícias que presenciamos.

As empresas e seus funcionários deveriam levar com mais seriedade a produção de alimentos.

Acredito que a melhor maneira para que minimizemos tais ocorridos, é com a introdução de  mais sabedoria e cultura nos funcionários que trabalham com alimentação. Somente com uma capacitação séria que poderemos ver empresas mais salutares para os nossos clientes.

Vendo as fotos fica claro e nítido que elas foram tiradas em seu local de trabalho, vê-se pela bancada de mármore em uma das fotos e outra com a bancada de aço inox.

 

Segue a reportagem na integra

Funcionário de rede de restaurantes tira foto encostando o pênis no pão

23/07/2013 – 20h45 DE SÃO PAULO

Dois funcionários de uma lanchonete Subway em Columbus, Ohio, nos EUA, foram demitidos após publicarem nosubway2 Instagram uma foto em que um deles aparece encostando o pênis em um pão.

“Meu nome é Ian Jett e serei seu artista de sanduíches hoje”, dizia a legenda.

Ian Jett e Cameron Boggs tinham uma série de fotos na rede social com brincadeiras do tipo.

Em uma delas, Cameron mostra uma garrafa com conteúdo amarelo sob a legenda: “hoje no trabalho eu congelei meu xixi”.

Ian Jett admitiu ter encostado a genitália no pão, mas disse que o fez em sua casa, e não no restaurante.

“Jamais faria isso no Subway, eu estava em casa. Foi totalmente de brincadeira”, disse ele ao “Huffington Post”.

O Subway divulgou comunicado à imprensa dizendo que demitiu os responsáveis.